I
Esta terra que no homem tem o escravo e, toda poderosa, o traz curvado a
amá-la, essa mesma por sua vez foi também escrava quando, obediente e
humilde, serve o esposo ao qual sorri ansiosa e abre o seu seio.
Há-de rasgá-la o aço da charrua para que a seara acorde nos seus sulcos;
e há-de a foice resplender, ceifando o pão, para que ela aos servos dê o
seu sustento. Se esse beijo de amor a não alenta, jaz infecunda,
endurecida e nua, como triste proscrita da alegria, desamparada à beira
do caminho, em vão sonhando caridade e gloria.