II

Mas não te desamei, Senhor, porque assim fiz!...

Sempre que o coração tentou seus voos de candura, sempre que se sentiu

sujeito a forças sobre-humanas para as servir guardando os seus

mandados, no remorso e na dúvida, em todo o penar de angustia e em toda

a esperança, em afecto e ternura, em sonhos de pureza, aspirando ao

enlevo no Eterno, cansado deste mundo de fraqueza, ergui olhos chorosos

ao azul, onde cintilam astros diamantinos, e invoquei-te, Senhor, meu

Deus e Pai, a ti «que estás nos céus, nome santíssimo, para que tu me

acolhas no teu reino e eu fielmente cumpra a tua vontade; para que me

dês o pão de cada dia e me perdões quanto te dever, assim como aos meus

devedores também perdoo; para que afastes de mim a tentação e de todo o

mal me livres para sempre.»

E fui humilde então!... Nesses altares me despi totalmente da soberba e

ajoelhei prostrado, submisso, a escutar tua voz e a adorá-la, religioso,

confiado e crente, curvado como o canavial vergado ao vento.

Rogações de Eremita · 第 65 / 111 题