Senhor! Em vossa caridade reparti vossos bens por quantos, infelizes, a
fraqueza condena a mendigar dos fortes o seu pão, embora o orgulho os
traga confiados em pérfidas grandezas traiçoeiras! Por esses que o
destino arrasta na tristeza, no cansaço e desgosto de viver, porque em
hora sinistra se apartaram do caminho da vossa salvação!... Deixai que
chorem sua desventura, e em seu queixume ouvi a minha voz!... Deixai que
chorem em doloroso exílio esses proscritos que jamais comungam com o
cavador na bênção de criar na terra o nosso pão com o suor do rosto! À
luz da aurora que o beijou no monte, juntai as lágrimas dos que vão
chorando sua desgraça, sua perversão!... Fossem elas incenso e ouro e
mirra que os débeis reis do mundo tributassem à sagração divina do
escravo!... Resgatassem humildes todo o erro que os desprendeu da
escravidão da terra!...