II

Senhor! Em vossa caridade reparti vossos bens por quantos, infelizes, a

fraqueza condena a mendigar dos fortes o seu pão, embora o orgulho os

traga confiados em pérfidas grandezas traiçoeiras! Por esses que o

destino arrasta na tristeza, no cansaço e desgosto de viver, porque em

hora sinistra se apartaram do caminho da vossa salvação!... Deixai que

chorem sua desventura, e em seu queixume ouvi a minha voz!... Deixai que

chorem em doloroso exílio esses proscritos que jamais comungam com o

cavador na bênção de criar na terra o nosso pão com o suor do rosto! À

luz da aurora que o beijou no monte, juntai as lágrimas dos que vão

chorando sua desgraça, sua perversão!... Fossem elas incenso e ouro e

mirra que os débeis reis do mundo tributassem à sagração divina do

escravo!... Resgatassem humildes todo o erro que os desprendeu da

escravidão da terra!...

Rogações de Eremita · 第 60 / 111 题