II

Não me culpes, Senhor, se eu esquecendo, em momentos mortais de

desalento, a sabedoria infinda do teu ser que o orbe rege e funde em

harmonia, sucumbi de fraqueza e de descrença perante os poderes da terra

no seu auge! Não me culpes, Senhor, se assim vencido, atónito de espanto

e de terror, senti passar a cólera das águas e tremi de sofrer sua

inclemência! Não me culpes, Senhor, se um instante de assombro me

oprimiu perante as iras da vossa criação e nelas vi tiranias indómitas

cruéis! Logo me emenda o erro, crê, e me resgata de vãos temores e de

fraquezas ímpias a inteira fé na suprema perfeição de quanto é teu. Mais

alta que os clamores da inundação, uma outra voz me ergue no desejo de

que a «tua vontade seja feita, quer nos céus, quer na terra»,

eternamente.

Rogações de Eremita · 第 50 / 111 题