Mozgliakov saíu de casa de Maria Alexandrovna, consoladissimo. Não foi a
casa do Borodoniev, pois necessitava de estar sósinho. Sentia a cabeça
atravancada de romanescos devaneios. Phantaziava a explicação solemne
com a Zina, o generoso perdão, scena melancolica no baile, lá em
Petersburgo; Hespanha, o Guadalquivir, o principe no leito da agonia a
juntar nas proprias mãos as mãos dos dois amantes, e em conclusão, o
amor d'uma mulher tão formosa, vencido por tanto heroismo; por aqui e
por acolá, um ou outro favor de alguma baronêsa, ou condessa de alto
cothurno, n'aquella sociedade onde semelhante casamento lhe daria
certamente ingresso, um logar de vice-governador, dinheiro; n'uma
palavra, toda a eloquente descripção de Maria Alexandrovna. Mas, emfim,
como explicál-o?--Através de todos aquelles arrebatamentos eis lhe surge
o seguinte pensamento, algo desagradavel, que, em todo o caso, tudo
aquillo estava ainda em vêl-o-hemos, e no momento actual, elle, com o
que ficara, fôra com um nariz de palmo! De subito, nota que se alargou
demais pelo arrabalde menos central de Mordassov. Vem caíndo a noite.
Pelas ruas, ladeadas de pardieiros, ladram, como aliás succede em
toda e qualquer cidade provincial, aquelles innumeros cães que
infestam de preferencia os bairros em que nada ha que guardar ou
que roubar. Derrete-se a neve. De vez em quando, topa-se com algum
_mestchanine_ retardado, ou com qualquer _baba_[14] enfunicada n'uma
tulupa e a arrastar umas botifarras. Tudo aquillo principiava a irritar
a Pavel Alexandrovitch: mau signal, visto como, quando uma pessoa está
contente, a tudo acha risonho. Pavel Alexandrovitch lembra-se com
despeito de que, até aquelle dia, era elle quem dava o tom em Mordassov.
Era recebido por toda a parte como um noivo, uma situação tão
interessante, e felicitavam-n'o, e elle todo desvanecido. E eis que, de
subito, vinha a constar que se achava reformado; rir-se-hiam á sua custa
por toda a parte. E com tudo isso não é exequivel estar a iniciar toda a
gente ao segredo do tal baile de Petersburgo, da columna melancolica e
do Guadalquivir!
Triste e pensativo, acaba por formular este pensamento que secretamente
lhe faz sangrar o coração desde alguns instantes: "Mas tudo isto será
verdade, realmente? Virá tudo a acontecer conforme m'o pintou Maria
Alexandrovna?" Occorre-lhe, n'aquelle ensejo, exactamente, que Maria
Alexandrovna é mulher arteira quanto possivel; que, apezar da estima
geral que disfructa, é uma enredadeira de respeito, que mente com o
maximo desplante, que é possivel que tivesse motivos particulares para o
afastar; que, emfim, o descrever um quadro seductor não compromete a
coisa nenhuma. Pensa na Zina, revóca aquelle seu olhar de despedida tão
pouco compativel com um desatinado amor. Lembra-se de que uma hora antes
foi tratado por ella na qualidade de asno--sem tirar nem pôr. Ante uma
tal recordação, Pavel Alexandrovitch estaca de vez, como que pregado ao
chão, e ruboriza-se a ponto de lhe virem as lagrimas aos olhos. E como
que de proposito, d'ali a instantes, acontece um desagradavel incidente:
escorrega e estatéla-se num montão de neve... Emquanto elle escabuja e
patinha, um bando de canzoada, que vinham atrás d'elle a ladrar, accodem
por todos os lados; um d'elles, o mais pequeno e mais atrevido,
aferra-se-lhe á aba da chuba. Pavel Alexandrovitch desenvencilha-se
dando ao diabo a cainçada e o destino e, com a aba do casacão
esfarrapada e uma indefinivel tristeza na alma, lá se vae arrastando até
á esquina da rua. Ali, percebe que vae perdido.
É sabido que um homem, quando se acha perdido em um bairro que lhe é
extranho, e muito mais de noite, nunca se resolve a meter a direito por
uma rua larga. Impelle-o, mau grado seu, um poder misterioso para toda a
casta de betesgas que topa a geito. Em harmonia com este sistema, Pavel
Alexandrovitch perde-se de todo. "Diabos levem tanta chiméra!" exclama e
cospe com engulho. "Leve o diabo os sentimentos elevados e o tal
Guadalquivir!"
Não me abalanço a afiançar, que Mozgliakov n'aquelle ensejo apresentasse
aspecto por demais seductor. Até que emfim, extenuado, fatigado, em
seguida a haver andado a êsmo para cima de duas horas, alcança a
escadaria de Maria Alexandrovna. Fica espantado ao dar com os olhos em
tanta carruagem: "Tem visitas? Alguma _soirée_? Com que intenção?"
Informado por um lacaio de que Maria Alexandrovna tinha carregado com
Aphanassi Matveich do campo, de gravata branca, que o principe já está
acordado, mas que ainda não desceu do quarto, Pavel Alexandrovitch, sem
dizer palavra, vae lá acima ter com o tio. Acha-se n'aquella disposição
de animo em que um homem de caracter fraco se decide pela ideia de maior
malignidade, em favor da vingança, sem se lembrar de que virá talvez a
arrepender-se, durante toda a sua vida.
Sobe. Dá com os olhos no principe, sentado n'uma poltrona em frente do
seu toucador de viagem, com a caréca á vela, mas com a cara já rebocada
e com as suissas e a pêra postiça já pegadas. O chinó está entre mãos do
edoso criado particular, Ivan Pakhomitch. Ivan Pakhomitch está a
penteál-o com modo absorto e respeitoso. O principe apresenta aspecto
lamentavel. Não se acha ainda restabelecido d'aquella sua temulencia.
Enterrado na poltrona, a tosquenejar as palpebras, todo elle engelhado,
amarrotado, e a olhar para o Mozgliakov como se o não conhecesse.
--Como vae de saude, rico tiozinho? indaga Mozgliakov.
--Como? Ah! És tu? acaba por dizer o tio. Pois eu, manozinho, dormi a
minha somnéca. Ai! meu Deus! exclama de subito, animadissimo. E eu que
estou sem o chi... chi... n... nó!
--Não se assuste, tiozinho! Eu ajudo-o a pôl-o se quiser.
--Ora esta! E ahi estás tu senhor do meu segredo! Eu bem dizia que era
pr... preciso fe... fe... char a po... rta! Pois então, meu amigo, vaes já,
já, dar-me a tua palavra de honra que... que, não has-de abu... sar do meu
segredo, e que não dizes, a nin... guem que é po... pos... tiça a minha
cab... be... leira!
--Ora vamos, tiozinho, pois suppõe-me capaz de semelhante vilêza?
exclama Mozgliakov que deseja agradar ao ancião.
--Está, claro... está... c... laro, e como eu sei que és cavalheiro...
vá... la... vaes fi... car espantado: vou te des... vendar de todo os meus
se... segredos--Que me dizes a estes bi... bigodes--m... meu caro?
--Um portento, rico tio, espantosos! Como é que os pode conservar do
mesmo comprimento, por tanto tempo?
--Socéga, meu amigo... s... são postiços, diz o principe a olhar muito
ufano para Pavel Alexandrovitch.
--Postiços!?--É inacreditavel! E as suissas, então? Confesse que as
pinta, tiozinho!
--Não só as pin... into, como são postiças e mais que... que pos... tiças!
--Postiças! Isso agora, tenha paciencia, o tio está a caçoar commigo!
--Pa... lavra de honra, amigo! exclama o principe desvanecido. Ora põe na
tua ideia, que toda a gente... sem excepção--anda ill... udida, como tu. A
propria Stepanida Matveina não quer acreditar que o sejam, e olha que é
ella quem m'as põe. Mas tenho a certeza, meu amigo, de que me has de
guardar segredo--Dá-me a tua pa... palavra de honra...
--Conte desde já com ella, querido tio! Mas, insisto, suppõe-me então
capaz de semelhante vilania?
--Ai! meu amigo! Que tombo que eu apanhei! Não fazes ideia! O Pamphili,
tornou-me a virar a car... a carruagem.
--Pois elle tornou a pregar-lhe outro tombo? Mas quando?
--Iamos nós quasi a chegar ao... mo... mos... teiro...
--Já sabia, tiozinho!
--Não, não é isso... se ainda não ha duas horas. Fui ao mo... mosteiro.
Foi elle que me levou... e pregou-me um tombo! Que susto que... que eu
apanhei! Ainda nem tenho o co... coração no seu logar.
--Mas o tio estava a dormir?
--Está... c... laro... estava a dormir... E vae... d'ahi fui...
vi... viajar... E d'ahi... d'ahi... talvez fosse... Ah! que coisa tão
exquisita!...
--Afirmo-lhe que estava a dormir, tiozinho... que sonhou... Depois de
jantar ferrou-se a dormir muito socegado.
--De... devéras?!
O principe pós-se a scismar.
--Sim... sim... effec... tivamente, talvez fôsse. E d'ahi, lembro-me
muito bem do sonho... todo. Primeiramente, sonhei com um toiro muito
bravo... com uns páus!... Depois com um pró... ó... curador... mas tambem
tinha p... páus!
--Havia de ser o Nikolai Vassiliévitch Antipov, tiozinho.
--Está... claro... era elle... era... E depois tambem sonhei com
Na... napoleão... Bo... bo... naparte. Não sabes, amigo, diz toda a gente
que n... nos parecêmos?... De perfil... pelos modos... faço lembrar um
papa... muito antigo: Tu, que dizes?... Achas que te... terei ares de
papa?
--Acho que se parece mais a Napoleão.
--Está... c... laro... é assim... mesmo... de... de... frente. E d'ahi,
tambem d'isso estou conven... cido, meu caro. Vi-o em sonho, sentado lá
na sua ilha... Não sabes? A fô... legar... muito contente... muito
lam... peiro!... Que graça que... eu lhe achei!
--Refére-se a Napoleão, tiozinho? indaga Pavel Alexandrovitch, todo elle
absorto, a observál-o.
Principiava a surgir-lhe na mente um estranho pensamento, sem que elle
pudesse formulál-o com clareza.
--Está claro... Na... na... po... leão. Tivémos uma pa... palestra
filosó... fica... Não sabes? tenho pena de que os Inglezes lhe fizessem
aquillo que... que lhe fizeram... É verdade que se elles o não tivessem
en... gaiolado... atirava-se para ahi a to... toda a gente... aquelle
damnado! Mas com... apezar d'isso... foi pena!... Eu cá... por mim não
era capaz de o fazer! Prega... va com elle n'uma ilha deserta...
--Deserta... então para quê? perguntou, distrahido, Mozgliakov.
--Está... claro... De... deserta, não, mas habitada por gente com juizo.
E depois arranjava-lhe distracções... theatro, mu... musica...
ba... bailados e tu... tudo isso por conta do Estado. Dáva-lhe licença
para passear... vi... vigiado... já se vê... qu... quando não...
pi... pisgava-se... Elle gostava de uns certos bôlos... Pois bem!
faziam-se-lhe todos os dias... Tratava-o com pa... pater... nal carinho:
Elle... commigo... arre... pen... dia-se... di... digo... t'o eu.
Mozgliakov escuta distrahido a garrulice do vegête, a roer as unhas,
impaciente. Elle a querer desviar a conversa para o assunto do
casamento, e nem sequer sabe o motivo, mas referve-lhe lá dentro uma
maldade, infame. De subito, eis que exclama o tio, muito espantado:
--Ai! meu amigo! E eu que me esquecia de t'o par... parti... cipar...
Saberás que fiz ho... je o meu pe... pedido!
--O seu pedido, tiozinho?... exclama Mozgliakov animando-se
acto-continuo.
--Está... c... claro... o meu pedido! Já te vaes embora, Pakhomitch? Está
bem. É uma menina encanta... dora!... Mas confesso... amigo, que andei
com leviandade, estou-o per... cebendo agora... Ai! meu Deus!
--Mas, se me dá licença, querido tio, quando é que fez esse tal pedido!
--Confesso, que... não... sei ao certo, qu... ando foi, amiguinho!...
Querem ver que... seria sonho, tam... tam... bem?... Que co... isa t... tão
ex... quisita!
Mozgliakov estremece de contentamento... Accode-lhe uma ideia luminosa.
--Mas a quem, e quando é que fez o tal pedido? repete impaciente, já.
--Á... á... fi... lha da casa, meu amigo... áquella... lin... da me...
nina! E d'ahi... esqué... ceu... me o nome. O peor, meu amiguinho... é
que não posso casar,... impos... sivel, meu amigo! Que hei de eu fazer?
--Pois decerto... semelhante casamento iria deitál-o a perder! Mas, uma
pergunta: Tem a certeza de haver feito o pedido?
--Está... claro... tenho a certeza... tenho...
--E se fosse sonho, como aquella sua quéda da carruagem?
--Valha-me Deus!... E o c... caso é que é possivel... no tal sonho... E
o... peor é que e... eu já nem tenho cara para lhe apparecer... E não...
achas que se poderia saber... indi... recta... mente, se eu faria ou não
o tal pedido?
--Sabe o que lhe digo, querido tio? Que acho até escusado ir tirar
informações.
--E... por-quê?
--Por que tenho a certeza de que tudo foi sonho, tambem.
--Tambem... me quer... parecer... m... meu ca... ro, e tanto... m...
mais que eu estou sempre a ter sonhos... assim.
--Então já vê, tiozinho... Faça de conta que beberia mais um copito ao
almoço... ou ao jantar... e ahi tem...
--Está... claro... amigo... foi isso foi,... é o que havia de ser.
--Tanto mais, que o tio, por mais influido que estivesse, nunca se iria
arriscar a fazer um pedido tão disparatado. O tiozinho, desde que o
conheço, tive-o sempre na conta de um homem de muitissimo tino.
--Está... c... laro. Está... c... laro.
--Ora considére: ponha na sua ideia que os seus parentes, tão mal
dispostos já, para com o tio, vinham a ter conhecimento do caso, que
acontecia?
--Ai! meu Deus! exclama o assustadissimo principe... que acontecia?... é
verdade!
--Então, já vê! Punham-se a berrar todos á uma que estava doido, que era
preciso nomear-lhe tutôres, que o tinham embaçado, e catrafilavam-n'o
para ahi em qualquer parte, guardado á vista.
O Mozgliakov estava farto de saber que o argumento éra de molde a deixar
espavorido o principe.
--Ai! meu Deus! exclamou o jarrêta, todo elle a tremer...
engaiolavam-me?!
--Ora considére, tiozinho, passar-lhe-ia nunca pela cabeça o ir fazer um
pedido tão disparatado? O tio avalia muito bem os seus interesses!
Affirmo-lhe que foi sonho.
--So... nho, sim, é o que foi! So... nho... e mais nada! Ah! tu... é
que... que acertaste... com a coisa! E fico... te grato, muito grato...
por me teres con... vencido.
--E eu, contentissimo, tiozinho, por termos vindo á fala. Se não fosse
eu, o tio ficava acreditando que estava noivo, e procederia n'esse
sentido. Veja lá do que se livrou!
--Está c... laro... me... livrei... dizes bem!
--Lembre-se de que está com vinte três annos essa menina! Não ha quem a
queira, e eis se não quando, apparece o tio, rico, nobre e vae pedil-a
em casamento! E ellas, já se vê, apanham a pélla no ar: affirmam a toda
a gente que o tio está noivo e impingem-lh'a em casamento. E em seguida,
põem-se á espera de que o tio se vá indo desta para melhor.
--Que... me dizes!
--E depois, tiozinho... é lá coisa que convenha a um homem da sua
jerarchia...
--Está c... claro! Jerarchia...
--Tão intelligente... tão amável...
--Está... c... claro... intelligente... é is... so... é!
--E em conclusão, é principe... Será partido que lhe convenha,
porventura? Se é que, por qualquer motivo insiste em querer casar.
Lembre-se do que diriam os seus parentes.
--Ai, meu amigo, comiam-me em vida! Elles que já me não têm feito poucas
terrafi... as... aquelles des... almados! Ora imagina! Desconfio até
que... qué-rem pregar commigo n'uma casa... de... sa... saúde! Ora,
dize-me, achas que se... ja razoavel? Que é que eu havia de fa... zer
numa casa de saúde?
--Pois certamente, rico tio, e ahi está o motivo porque eu já o não
largo quando o tio fôr lá para baixo. Estão lá visitas.
--Vi... sitas! Ai! valha-me Deus!
--Não se assuste, tiozinho, eu vou com o tio.
--Sou-te m... muito obrigado... muito! Fô... ste a minha redempção! Mas,
qu... éres que te diga, eu antes queria ir-me embora!
--Amanhã, tiozinho, amanhã, ás sete horas da manhã! Hoje, despede-se de
todos e declara que se vae embora.
--Ab... so... lu... tamente!... safo... me... ab... solu... tamente!...
vou para casa do padre Missail... Mas... meu amiguinho, e se ella casar
commigo contra minha vontade?...
--Não lhe dê cuidado, tiozinho, cá estou eu. E demais, digam o que
disserem, responda sempre que foi sonho... o que é verdade, aliás.
--Es... tá... c... claro, sonhei!... Mas sempre te direi... meu a...
mi... miguinho, que foi um sonho delicioso!... Que for... mosura! É um
por... tento! E se... soubesses!... Com umas... fórmas!
--Pois então, até logo, tiozinho, vou indo lá para baixo... E o tio...
--Ora... essa!... Então para aqui me deixas?... exclama o principe,
assustado.
--Não é isso, tiozinho, eu o que vou é indo adiante... não vamos juntos.
Primeiro eu, depois, o tio. É melhor assim.
--Está-c... laro... melhor. E eu, demais a mais, tenho que tomar nota
d'um pensamento... capital.
--Pois é o que deve fazer, tio, vá assentando o seu pensamento, e
depois, não se demore, appareça, e conte que, amanhã...
--Amanhã, de manhã, para casa do-arci-préste... sem fa-lta,... casa...
do ar... ci... ci... Magnifico! Mas olha que... ella é um por... tento de
formosura! Que... fórmas! Se não houvesse outro remedio senão casar com
ella... eu... então...
--Deus o livre de tal, querido tio!
--Está claro!... livre... Está dito! até já, meu amigo! Eu não tardo lá.
É só tomar no... ta... A proposito,... e... ago... ra me lembra que te
queria perguntar... se... j... já tinhas lido as _memorias_ de Cásanova?
--Já, tiozinho... Mas por quê?
--Está... c... claro--Por quê?--Mas... deixa lá... já me não lembro do
que é que te queria dizer.
--Depois se lembrará, tiozinho, até logo.
--Até logo, amiguinho, até logo...--Mas que foi uma... delicia... o tal
sonho... lá isso foi!