A coronela Sofia Petrovna Farpukhina apenas suggere moralmente o tipo da
pêga. Quanto ao phisico, participa antes do pardal. É uma mulherita
cincoentona com sardas entre ruivas e amareladas pela cara e uns olhos
que nunca param. O corpo ético, implantado sobre umas sólidas pernas de
pardal, esconde-se por debaixo das amplas pregas d'um vestido escuro, de
seda, em continuo restralar, visto como a coronela nunca póde estar
quiéta. É uma linguareira ruim e vingativa, perde o tino com a seguinte
ideia: "Sou coronela." Ella e o marido, coronel reformado, jogavam a
unhada a toda a hora: elle ostentava no rosto os signaes das garras da
consorte. Ella, préga no bucho com quatro copinhos de vodka, todas as
manhãs, e outros tantos ao deitar. Vota um odio figadal a Anna
Nikolaievna Antipova e á Natalia Dmitrievna Padknvina, que a sacudiram
das suas salas, ha oito dias.
--Demoro-me apenas um instantinho, meu anjo, pia a dama; nem
sequer me quero sentar. Traz-me aqui unicamente o desejo de lhe
contar os singularissimos acontecimentos que se estão dando. O tal
principe faz andar n'uma roda viva esta nossa Mordassov. Os nossos
espertalhões--comprehende--não lhe largam o rastro, a farejál-o por
todos os cantos, a puxál-o para todos os lados, obrigam-n'o a beber
champanhe. Eu se o não visse não o acreditava. Como é que o deixou saír?
Não sei se sabe que, n'este instante, está em casa da Natalia
Dmitrievna?
--Em casa de Natalia Dmitrievna? exclama Maria Alexandrovna dando um
pulo na cadeira. Mas se elle ia apenas fazer a sua visita ao governador
e a casa de Anna Nikolaievna, e sem tenção de se demorar.
--Para se não demorar, isso sim! E agora, corra atrás d'elle!
Não encontrou em casa o governador, foi visitar a Anna Nikolaievna, e
prometteu-lhe jantar com ella, e a Natachka[5], bem sabe, que nunca sáe
de casa, lá estava pespegada; carregou com elle para almoçar. E ahi tem
o seu principe!
--Que me diz! E o Mozgliakov a prometter-me...
--Pois sim! O tal seu Mozgliakov a quem a senhora não se farta de pôr
nas nuvens!... Está em casa delles! Olho n'elle! Veja lá se o obrigam a
jogar as cartas e principia para ahi a perder como succedeu o anno
passado. E o principe é capaz de se deixar limpar que nem um prato. E
que calumnias que ella inventa, aquella Natachka! A atordoar os ouvidos
a toda a gente com a galga de como a senhora faz a côrte ao principe com
o sentido em... com um certo sentido, não sei se m'entende? E
pespega-lh'o a elle na cara, até; e elle sem perceber patavina, sentado
para ali como um gato encharcado e a responder, a cada palavra: "Ah!
Está claro, está claro!" E sabidas as contas é ella a propria que...
Mandou saír a Sonka[6]. Ora imagine! Com quinze annos e anda ainda de
vestido curto que mal lhe chega ao joelho; tambem mandou vir aquella
orfã, a Machka,[7] com um vestido ainda mais curto. Impingiram a ambas
uns casquêtesinhos encarnados cheios de plumas, não sei para quê, e ao
som do piano põem-se a dansar, aquelles dois espinafres, deante do
principe, a Kozatchok.[8] Ora a minha amiga está farta de conhecer o
fraco ao principe! A babar-se todo: "Que... e... fó... órmas!" diz elle
"... Que... e... fó... ó... órmas!" E a mirál-as pelo monóculo, e ellas com
uns módinhos, as duas perúas! Todas afogueadas á força de levantarem a
perna! E toda a gente a rir, faça ideia como e porquê!... Que nojo! E
chamam áquillo dansar! Aqui estou eu que dansei de chale, quando saí do
collegio aristocratico de Madame Jarmé: fiz sensação, acredite... pela
nobreza!
Fartaram-se até de dar palmas uns senadores. Estavam a educar nesse
mesmo collegio filhas de principes e de condes.--Mas a tal Kozatchok,
aqui para nós, é tal qual o Cancan! E eu com a cara a arder, de
envergonhada! Não me pude conter...
--Mas, então... tambem estava em casa da Natalia Dmitrievna? A senhora?
Cuidei que...
--Então que quer! Ella offendeu-me, a semana passada, e não me ensaiei
para o pespegar a toda a gente. Mas que quer, minha amiguinha, se eu
estava morta por ver o principe, ainda que fosse por uma greta da porta,
e ahi tem por que é que lá fui, apezar de tudo, a casa da Natalia
Dmitrievna; a não ser o principe, não era eu que lá tornava a pôr os
pés! Ora imagine; servem chocolate a toda a gente, e a mim, nem raça,
nem sequer abrem a bocca para me pedir desculpa! Ha de ter noticias
minhas! Mas adeus, meu anjo, vou-me embora, estou com muita pressa...
é-me indispensavel encontrar em casa a Apulina Panfilovna para lhe
contar o caso. Ah! Pode-se desde já considerar viuva da lindeza do tal
principe, não é elle que volta para sua casa. Está perdido da memoria,
bem sabe, e a Anna Nikolaievna terá cuidado em o não deixar saír.
Estão com medo de que a minha amiga... todas ellas... não sei se
percebe? a proposito da Zina...
--Que horror!
--É como lhe digo; já corre até por essa cidade. A Anna Nikolaievna não
o deixa saír sem jantar e depois não o larga. Os planos d'ella são todos
elles armados contra a senhora, meu anjo! Fui deitando o olho para o
pateo: que reboliço! Prepararam um jantar com trinta entradas, mandaram
vir champanhe. Quer um conselho? Veja se trata de lhe deitar a mão antes
de que elle vá a casa d'ella. Não, que elle, pertence-lhe, é seu
hospede! Não se deixe engazupar por aquella espertalhona, por aquella
ranhosa! Não vale a sola de um sapato, lá com ser mulher de um
procurador. E eu, aqui onde me vê, sou coronela, fui educada no collegio
aristocratico de Madame Jarmé... Forte nojo! Adeus, meu anjinho, tenho o
trenó á espera, se não fosse isso, fazia-lhe companhia.
E abalou a gazeta viva.
Maria Alexandrovna, desesperada, toda ella n'um tremor. Não padece
duvida que o conselho da coronela é seguro e pratico; não ha tempo para
perder, mas subsiste ainda a grande difficuldade.
Maria Alexandrovna investe para o quarto da Zina. A Zina andava ás
voltas pela casa, de mãos no peito, muito enfiada, cabisbaixa, no auge
da afflicção. Borbotavam-lhe nos olhos as lagrimas. Fulge-lhe porém no
semblante uma expressão de decisão, assim que põe os olhos na mãe.
Engole as lagrimas e refega-lhe os labios um risinho sarcastico.
--Mamã, diz ella, antecipando-se a Maria Alexandrovna, desperdiçou
thesouros de eloquencia em minha honra, de mais, até, visto que me não
conseguiu cegar a vista, e eu não ser nenhuma creança. Querer
persuadir-me de que, eu, casando com o principe, ia praticar um acto de
irmã de caridade,--profissão para que não sinto a minima
vocação,--justificar mediante um nobre fim baixezas egoistas, tudo isso
representa apenas o mais grosseiro egoismo, entendeu?
--Porém, meu anjo...
--Cale-se, mamã, tenha paciencia, e oiça-me até ao fim. Saiba, pois, que
tenho a consciencia da sua hypocrisia. Estou pois plenamente convencida
de que o verdadeiro fim de tudo isto é vil; e comtudo, acceito a sua
proposta, completamente, mas _completamente_, entendeu? Estou prompta a
casar com o tal principe, prompta a ajudar os seus esforços no sentido
de o convencer a casar commigo. O motivo d'esta minha resolução, não é
da conta da mamã, baste-lhe saber que me prontifico a tudo: ajudál-o-hei
a enfiar as botas, serei sua creada, hei de dansar para que elle se não
arrependa de ter casado commigo. Mas, em troca, peço-lhe que me diga, o
modo por que pretende alcançar semelhante resultado. Não ponho em
duvida, visto que se empenha n'este negocio, o facto da mamã ter já
urdido o seu plano. Transmita-m'o, seja franca uma vez na sua vida, eis
as minhas condições.
Maria Alexandrovna ficou tão embatucada, que emudeceu sem bulir com um
dedo, com os olhos espipados. Contara com a lucta contra as ideias
romanescas da filha, e ficou estupefacta ao vêl-a decidida a agir contra
as proprias convicções. O negocio toma verdadeira consistencia. Maria
Alexandrovna, lá por dentro, não cabe em si de contente.
--Zinotchka! exclama enthusiasmada, és a carne da minha carne e o osso
dos meus óssos!
Nem uma palavra mais pode accrescentar, lança-se nos braços da filha.
--Ah! meu Deus! Dispense-me dos seus abraços, mamã! respondeu, enfadada,
a Zina. É absolutamente deslocado esse seu enthusiasmo. Exijo uma
resposta á minha pergunta, e nada mais!
--Mas, Zina, eu amo-te, adoro-te, e tu a repelires-me! É para te ver
feliz que eu ando a trabalhar. E, dos olhos de Maria Alexandrovna
borbotavam lagrimas _sincéras_. Effectivamente, ama a seu modo a Zina, e
d'ahi, a commoção do triumpho torna-a tão sentimental como qualquer
_baba_,[9] áquelle general de saias. A Zina sente bem, a despeito de
tudo, que a mãe é sua amiga; mas pésa-lhe semelhante amor,
preferir-lhe-hia o odio.
--Pois bem! Não se zangue, mamã; sei muito bem o que vou fazer, se eu
estou tão afflicta!... disse para tranquillizál-a.
--Eu não me zango, não me zango, meu anjinho, cacarêja Maria
Alexandrovna recuperando animo. Não deixo de avaliar a tua agitação. Mas
não vês tu, querida amiguinha... tu pediste-me franqueza... Seja assim,
serei franca, mas acredita-me. Lá quanto a um plano inteiramente
definido, é coisa que ainda não tenho, nem o posso ter: tudo depende das
circumstancias. Antevejo até algumas difficuldades.
... Se aquella pêga, aindagora, esteve-me para ahi a grasnar um
chorrilho de pessimas noticias. (Ah! meu Deus! não tenho tempo para
perder!) Serei pois franca: juro-te que hei de conseguir o meu fim. Não
vás acreditar n'uma miragem qualquer, n'uma illusão; o meu plano assenta
todo elle na toleima do principe, e representa isso uma talagarça em que
se pode bordar tudo que se quiser. O mais importante é que nos deixem
operar. E demais, essas fufias nada podem contra mim! exclama Maria
Alexandrovna assentando um murro na mêsa. Tem confiança, mas cumpre
operar depressa! Hoje ainda façamos o principal, se for possivel.
--Está bem, mamã; escute ainda... uma franqueza. Sabe o motivo porque
tanto me interessa esse seu plano? É porque não estou segura de mim
propria. Disse-lhe que me achava decidida a praticar semelhante baixeza.
Mas se os pormenores d'esse seu plano forem repugnantes em demasia,
desde já lhe declaro que me verei obrigada a desistir. Sei que será mais
uma baixeza, o resignar-me a entrar no lodaçal e não ter animo de lá
ficar. Mas que se lhe ha de fazer? Se não pode deixar de ser assim!
--Mas, Zina, meu anjo, onde é que tu vês n'isto baixeza? replica,
timida, Maria Alexandrovna. Trata-se de um bom casamento, de uma coisa
normal; encara as coisas d'este ponto de vista e verás que te ha de
parecer muitissimo razoavel.
--Ah! mamã, pelo amor de Deus, nada de dissimulações para commigo! Estou
prompta para tudo, bem vê; que mais quer? Não se escandalize, peço-lh'o
eu, por eu dar ás coisas o nome que lhes compete: será, talvez,
actualmente, essa a minha unica consolação.
E sorriu com tristeza.
--Ora vamos! Vamos! Está bom, meu anjinho; pode haver estima reciproca sem
identidade de convicções. Quanto ao meu plano, tem a certeza em como te
não irá salpicar de lama, isso te juro eu! Quererás talvez
comprometter-me? Tudo ha de correr bem, com muita dignidade, até. Não ha
de haver escandalo. E ainda quando o houvesse, n'esse caso, d'este ou
d'aquelle modo... já nós estariamos d'aqui muito longe... diziamos adeus
a Mordassov. E depois, essas gralhas que piassem para ahi até rebentar,
já nos não fazia mossa. Merecem que façamos caso d'ellas, porventura? E
como é que tu, Zina, tão soberba, podes arrecear-te de semelhante gente?
--Ah! mamã, a mim não me mettem medo, acredite! Não me entende!
respondeu a Zina, irritadissima.
--Está bom, está bom, minha joia, não te zangues! Onde eu queria chegar
era a que essa gentalha praticam vilanias a cada instante, e que tu...
por uma só vez... Mas, que digo eu... sempre sou muita tola! Trata-se
até de uma nobre acção! Depende tudo do ponto de vista...
--Basta, mamã, basta! exclama a Zina.
E bate o pé.
Deixa lá! meu anjo, não torno mais!
Silencio. Maria Alexandrovna fica a olhar pelas costas para a Zina, que
seguiu por a casa fora com uma expressão de cachorro a olhar para a
chibata.
--Nem sequer chego a perceber como é que tenciona dar-lhe volta,
prosegue com enfado a Zina. Tenho a certeza de que o resultado que
tirará será uma affronta. Pela parte que me toca, tanto se me dá, mas
vae ter desgosto, creia.
--Ora! Se é só isso que te dá cuidado, vae descançada, meu anjo!
Comtanto que estejamos de accordo, quanto ao mais, pouco importa! Se tu
soubesses os transes de que eu tenho escapado, sã e a salvo! Em summa,
permitte-me fazer uma tentativa. É urgente que eu tenha quanto antes uma
conferencia com o principe. Já estou adivinhando o que d'aqui sairá. De
quem eu tenho medo é do tal Mozgliakov.
--Do Mozgliakov? perguntou a Zina com desdem.
--Do Mozgliakov, sim, pois que cuidas? Mas não te assustes, ainda assim,
Zina, hei-de induzil-o a auxiliar-me, até. Nem tu sabes ainda quem aqui
está, Zina! Ah! tão certa tenha eu a salvação, mas assim que ouvi falar
no principe, accudiu-me logo semelhante ideia! Foi uma revelação. Quem
havia de dizer que elle havia de vir parar a nossa casa! Bem podiamos
estar cem annos á espera d'uma occasião d'estas! Ah! és tão linda, minha
Zina! Que belleza! Olha, eu, se fosse homem, atirar-te-hia aos pés um
reino! Sucia de asnos! Quem não ha de estar morrendo por beijar esta
mãozinha? (Maria Alexandrovna, effusiva, beija a mão da filha.) É a
carne da minha carne!... É preciso casál-o dê por onde der, áquelle
imbecil! E que bem viveriamos depois, Zina! Pois nunca nos havemos de
apartar, não é verdade? Não pões na rua tua mãe, quando te vires feliz?
Tivemos os nossos desaguizados, mas aonde irás tu encontrar outra amiga
como eu? Eu, apezar de tudo...
--Mamã, se está resolvida, é tempo de fazer alguma coisa. Está perdendo
minutos preciosos! disse a Zina, com impaciencia.
--E já vae apertando. Vae, sim, effectivamente. E eu aqui a dar á
lingua! Querem açambarcar o principe! Vou já a correr. É já; mando
chamar o Mozgliakov e carrégo com o principe, á força, se fôr preciso.
Adeus, Zinotchka! Adeus, meu amor, minha pomba! Não te desconsoles, não
desanimes, não estejas triste. Então!... Tudo ha de correr com
dignidade, com muita, até. Tudo está no modo de encarar as coisas.
Emfim! adeus, adeus!
Maria Alexandrovna faz o signal da cruz á Zina e sae. Investe para o
quarto, detem-se um momento em frente do espelho e, d'alli a dez
minutos, lá vae rodando por essas ruas de Mordassov, na carruagem de
patins (já dissemos que Maria Alexandrovna vivia á larga.)
--Não, não são vocês que podem luctar de esperteza commigo! A Zina
annue, e já é meio caminho andado! Não ser bem succedida! Que asneira!
Ah! Zina, com que então, ha calculos que influem no teu animo? Commovi-a
fazendo-lhe luzir deante dos olhos um risonho porvir... Como ella estava
linda, hoje! Ora, tivera eu sido tão formosa, e haveria revolvido, até,
meia Europa. Em summa, paciencia, esperemos. O tal Shakspeare ha-de-lhe
passar assim que ella se vir princêsa... E que princêsa não ha de
ser!... Gosto de a ver assim; tão soberba, tão senhora de si!... Tem uns
olhos de rainha!... Como é que ella poderia deixar de conhecer que ia
n'isso o seu interesse?--Até que emfim percebeu-o! Ficarei vivendo em
sua companhia, e ha de consentir em tudo que eu quiser. É princêsa? pois
tambem eu! Hão-de falar de mim, em Petersburgo, até... E adeus...
cidadezinha da asneira! O principe e o garoto hão-de ir marchando d'esta
para melhor, e eu, caso-a com uma testa coroada! Ha só uma coisa que me
mette medo: não terei usado para com ella excesso de franqueza?
Assusta-me! Assusta-me deveras!
E engolfa-se em suas cogitações Maria Alexandrovna.
Assim que se viu entre quatro paredes, a Zina poz-se ás voltas no
quarto, de mãos atráz das costas, a pensar. E não lhe faltava em quê,
com certeza! E a revezes e quasi inconscia repetia: "é urgente, é
urgente, ha já muito tempo que devia estar feito!" Que quereria dizer
aquella exclamação? Por mais de uma vez as lagrimas lhe refulgiram
n'aquellas pestanas tão longas e sedeúdas. Nem pensava, sequer, em as
enxugar. A mãe fazia mal em estar-se inquietando! A Zina achava-se
disposta para tudo...
"Eu te direi, deixa estar! pensou a Nastassia Petrovna ao saír do seu
cadoz da farrapada depois de se haver retirado a coronela. E eu com
tenções de pôr uma gravata côr de rosa por causa do tal principe! Sempre
sou bem tola! A enfeitar-me para casar com elle! Ora, uma gravata
depressa se põe! Deixa tu estar, minha Maria Alexandrovna! Com que
então, eu, sou uma pécora, uma miseravel? Acceito duzentos rublos para
arrombar uma bocêta! Pois já se vê, não deixar escapar a occasião!... E
demais... eu se o fiz foi por ser generosa, pois ainda tive que fazer
despêsa... Eu te direi! Hei-de-lhes fazer ver a ambas se sou uma pécora
ou se o não sou! Hão de aprender a lidar com a Nastassia Petrovna!"