XVIII.

[Sidenote: EST. IX.]

Depois de termos visto que em hum mesmo segmento os angulos AEB,

(Fig. 6.) AFB, AHB, suppostos na circumferencia, são todos iguaes,

tentamo-nos a examinar em que se torna o angulo AQB, quando o seu

vertice Q se confunde com o ponto B, extremidade da base AB. Este

angulo desvanecer-se-hia então? Porém não parece possivel, que sem

elle se ir fechando por gráos, viesse de repente a extinguir-se. Não

se percebe qual seja o ponto, depois do qual este angulo cessasse

de existir; como se virá pois a achar a sua medida? He esta huma

difficuldade, que não se póde resolver, sem que se recorra á Geometria

dos infinitos, da qual todos os homens tem ao menos huma imperfeita

idéa, a qual basta sómente aclarar.

Observemos pois, que quando o ponto E se avizinha para B, mudando-se

em F, H, Q, &c. a recta EB se diminue continuadamente; e que o angulo

EBA, que ella faz com a recta AB, se abre cada vez mais. Porém por mais

curta que venha a ser a linha QB, o angulo QBA não deixará com tudo de

ser hum angulo, pois que para o fazermos sensivel, bastará produzir a

linha diminuta QB para R. Mas deve tambem ser assim, quando a linha QB,

á força de se diminuir, se reduzir em fim a nada? Em que veio então a

parar a sua posição? A linha produzida em que se tornou?

[Sidenote: A tangente ao circulo he a linha, que sómente o toca em hum

só ponto.]

He evidente que não he outra cousa senão a recta BS, que toca o circulo

em hum só ponto B, sem o encontrar em alguma outra parte, e que por

esta razão se chama Tangente.

[Sidenote: EST. IX.]

[Sidenote: O angulo no segmento he aquelle, que he feito pela corda, e

pela tangente.

Elementos de geometria · 第 133 / 266 题