FIM DAS NOTAS

[1] O pai d'estes fidalgos, tão acceitos a D. João IV, foi D. João

da Silva, conde de Portalegre parcialissimo de Philippe 2.º de

Hespanha, como filho que era de castelhano, contra D. Antonio Prior

do Crato, e contra D. Catharina, duqueza de Bragança. É esse mesmo o

auctor _Dell'unione del regno de Portogallo alla corona di

Castiglia_, publicado com o pseudonimo de _Conestaggio_. Não admira

que os filhos de tão faccioso castelhano se não bandeassem com os

patriotas de 1640; espanta, porém, que D. João IV os chamasse ao seu

despacho.

[2] Escuso dizer ao leitor que todas estas ruas e bêcos

desappareceram no terremoto de 1755. Ha memoria d'ellas em João

Baptista de Castro (_Mappa de Portugal_) e outros topographos de

Lisboa.

[3] O sr. M. Pinheiro Chagas, _Historia de Portugal_, tomo 6, pag.

291, e o sr. A. José Viale no _Novo epitome da Historia de Portugal_

pag. 158. Veja _Monstruosidades do tempo e da fortuna_ por fr.

Alexandre da Paixão, _Ms._ da Bibliotheca do Porto--e Vida de

Affonso VI escripta no anno 1684, Porto, 1873.

[4] _Port. Rest._ T, 2. pag, 906.

[5] O tratamento de _senhoria_ foi juridico para as donas, moças da

camara e açafatas, por alvará de 17 de maio de 1777, quando já de

antes a _excellencia_ era o tratamento usual. Na côrte de D. João

IV, a lisonja e a urbanidade não hesitariam tratar de senhoria as

açafatas, e as amantes do rei em perspectiva.

[6] Carta ao principe D. José.

[7] Em _Nota_ que hade ser posta como confirmação d'estas miudezas

verá o leitor que não tem rasão para se maravilhar da omissão dos

historiadores, salvo se lhe não é desconhecido um opusculo de fr.

Francisco Brandão, chronista-mór do reino, opusculo publicado

anonymamente em 1647, com este titulo: _Relação do assassinio

intentado por Castella contra a Magestade d'el-rei D. João IV, nosso

Senhor, e impedido miraculosamente_.

[8] Os secretarios de estado tiveram _excellencia_ de juri desde a

lei de 29 de janeiro de 1739. Os mordomos-móres já recebiam

_excellencia_ no tempo de D. João IV. Em 1648 o padre Antonio Vieira

tractava de _vossa-mercê_ em cartas o secretario de estado Pedro

Vieira da Motta.

[9] Relação do assassinio intentado por Castella contra a Magestade

d'el-rei D. João IV, nosso Senhor e impedido miraculosamente. Lisboa

1647.

[10] _Relação do assassinio intentado por Castella contra a

Magestade de El-rei D. João IV nosso Senhor, e impedido

miraculosamente._ Lisboa, 1647.

[11] _Obra citada._

[12] Ao meu erudito amigo, o sr. Innocencio Francisco da Silva devo

o favor do traslado, cuja orthographia se transcreve fielmente.

[13] O sr. Antonio Augusto Teixeira de Vasconcellos, escriptor tão

elegante quanto vernaculo, no seu estimavel livro intitulado: LES

CONTEMPORAINS, etc. a pag. 549 nos dá noticia de outro filho,

bastardo de D. João IV, nos seguintes termos: _Un document officiel

passé par le_ Rei d'Armas Portugal _á la famille des_ Braganças _de

Cette, gentilshommes de la province du Minho, pour leur permettre de

porter les armoiries du duc D. Alphonse I., donne à Jean IV un autre

fils illegitime, non reconnu, appellé Alphonse Fayão, qui fut cure

(abbade) de Baltar. Nous avons lu ce document qui constate l'origine

de cette famille, la seule en Portugal qui porte le nom de Bragance.

Le dernier descendant est M. Emmanuel Leite de Bragança Correia.

Sousa dans l'histoire de la maison royale ne fait point mention de

ce fils de Jean IV; mais le document officiel est positif á cet

égard_.

Até aqui o nosso eminente escriptor Antonio Augusto Teixeira de

Vasconcellos.

O representante d'esse filho illegitimo de D. João IV, o sr. Manoel

Leite de Bragança Correia, é actualmente... administrador do correio

de Felgueiras. Não nos parece que esteja dignamente collocado este

fidalgo tão consanguineo do sr. D. Luiz I. Aviso aos seus reaes

parentes. A direcção do correio de Felgueiras deve render 480 réis

por dia.

[14] Tinha escripto, antes de Italia, França, que riscou.

[15] Não se confunda com Francisco de Andrade Leitão desembargador

do Paço, que fez o discurso da acclamação de D. João IV.

[16] Este imperador da Allemanha havia morrido em 1619, depois de

ter abdicado em seu primo Fernando, quando o imperio era dilacerado

pelos turcos e pela revolta dos bohemios. Presumimos que a freira de

Carnide fosse filha illegitima do imperador, porque, á mingua de

legitimos, abdicára no primo.

Notas de transcrição:

Na edição original as notas 13 a 17 no fim do livro não aparecem;

A formatação das notas no final do livro foi normalizada;

No corpo do livro as notas 5 a 8 estavam mal identificadas, tendo sido

corrigidas nesta transcrição.

Na nota 6.ª perto do final aparecia erradamente 1 de _setembro_ de 1755

como a data do grande terremoto. Foi corrigida a data para 1 de

_novembro_ de 1755.

As erros apontados na errata contida no final do livro (transcrita

abaixo) foram corrigidos nesta edição.

O Regicida · 第 56 / 57 题