SONETOS.

Pag.

A chaga que, Senhora, me fizestes 62

A formosura desta fresca serra 135

A morte, que da vida nó desata 68

A peregrinação d'hum pensamento 132

A perfeição, a graça, o doce geito 46

A violeta mais bella que amanhece 60

Á la margen del Tajo, en claro dia 81

Acho-me da fortuna salteado 132

Agora toma a espada, agora a penna[4] 97

Ah Fortuna cruel! ah duros Fados 88

Ah minha Dinamene! assi deixaste 86

Ai amiga cruel! que apartamento 85

Alegres campos, verdes arvoredos 21

Alegres campos, verdes, deleitosos 104

Alma gentil que á firme eternidade 215

Alma minha gentil que te partiste 10

Amor, com a esperança ja perdida 26

Amor he hum fogo que arde sem se ver 41

Amor, que em sonhos vãos do pensamento 105

Amor, que o gesto humano na alma escreve 5

Aos homens hum só homem poz espanto 123

Apartava-se Nise de Montano 27

Apollo e as nove Musas, descantando 26

Aponta a bella Aurora, luz primeira 121

Aquella fera humana que enriquece 38

Aquella que de pura castidade 48

Aquella triste e leda madrugada 13

Aqui de longos damnos breve historia 92

Ar, que de meus suspiros vejo cheio 58

Árvore, cujo pomo bello e brando 69

Ay! quien dará á mis ojos una fuente 112

Ayúdame, Señora, á hacer venganza 108

Bem sei, Amor, que he certo o que receio 40

Brandas agoas do Tejo que passando[5] 55

Busque Amor novas artes, novo engenho 8

Ca nesta Babylonia donde mana 98

Campo! nas syrtes deste mar da vida 85

Cantando estava hum dia bem seguro 87

Chara minha inimiga, em cuja mão 12

Chorai, Nymphas, os fados poderosos 139

Coitado! que em hum tempo chóro e rio 76

Com grandes esperanças ja cantei 2

Como fizeste, ó Porcia, tal ferida? 31

Como louvarei eu, Seraphim santo 124

Como podes (oh cego peccador!) 118

Como quando do mar tempestuoso 41

Con razon os vais, aguas, fatigando 112

Contente vivi ja vendo-me isento 125

Conversação doméstica affeiçoa 44

Correm turbas as agoas deste rio 98

Crescei, desejo meu, pois que a Ventura 65

Criou a natureza Damas bellas 77

Cuanto tiempo ha que lloro un dia triste 114

Dai-me h[~u]a lei, Senhora, de querer-vos 35

De amor escrevo, de amor trato e vivo 52

De Babel sôbre os rios nos sentamos 119

De cá, donde somente o imaginar-vos 59

De frescas belvederes rodeadas 102

De mil suspeitas vãas se me levantão 61

De quantas graças tinha a natureza 66

De tão divino accento em voz humana[6] 32

De vós me parto, ó vida, e em tal mudança 12

Debaixo desta pedra está metido 32

Debaixo desta pedra sepultada 116

Deixa, Apollo, o correr tão apressado 125

Desce do ceo, immenso Deos benino 100

Despois de haver chorado os meus tormentos 101

Despois de tantos dias mal gastados[7] 28

Despois que quiz Amor que eu só passasse 3

Despois que vio Cibele o corpo humano[8] 96

Diana prateada esclarecida 141

Ditosa pena, como a mão que a guia[9] 94

Ditosas almas que ambas juntamente 124

Ditoso seja aquelle que somente 38

Diversos dões reparte o ceo benino 72

Divina companhia que nos prados 81

Dizei, Senhora, da belleza idea 138

Doce contentamento ja passado 133

Doce sonho, suave e soberano 140

Doces e claras agoas do Mondego 67

Doces lembranças da passada gloria 10

Dos antigos Illustres que deixárão 44

Dos ceos á terra desce a mor belleza 100

Dulces engaños de mis ojos tristes 113

Em Babylonia sôbre os rios quando 120

Em flor vos arrancou de então crescida[10] 7

Em formosa Lethea se confia 14

Em huma lapa toda tenebrosa 128

Em prisões baixas fui hum tempo atado 3

Em quanto Phebo os montes accendia 141

Em quanto quiz fortuna que tivesse 1

En una selva al dispuntar del dia 83

Erros meus, má Fortuna, amor ardente 97

Esfôrço grande, igual ao pensamento[11] 45

Espanta crescer tanto o crocodilo 95

Esses cabellos louros e escolhidos 53

Está o lascivo e doce passarinho 16

Está-se a Primavera trasladando 15

Este amor que vos tenho limpo e puro 135

Este terreste caos com seus vapores 46

Eu cantarei de amor tão docemente 2

Eu cantei ja, e agora vou chorando 86

Eu me aparto de vós, Nymphas do Tejo 80

Eu vivia de lagrimas isento 137

Ferido sem ter cura parecia 35

Fiou-se o coração de muito isento 106

Foi ja n'hum tempo doce cousa amar 43

Formosa Beatriz, tendes taes geitos 104

Formosos olhos, que cuidado dais 130

Formosos olhos, que na idade nossa 20

Formosura do ceo a nós descida 34

Gentil Senhora, se a Fortuna imiga 72

Grão tempo ha ja que soube da Ventura 24

Guardando em mi a sorte o seu direito 86

He o gozado bem em agoa escrito 66

Horas breves de meu contentamento 91

Hum firme coração posto em ventura[12] 57

Hum mover de olhos brando e piedoso 18

Huma admiravel herva se conhece 65

Illustre e digno ramo dos Menezes[13] 4

Illustre Garcia, nombre de una moza 129

Imagens vãas me imprime a phantasia 116

Indo o triste pastor todo embebido 138

Ja a roxa e branca Aurora destoucava 36

Ja cantei, ja chorei a dura guerra 90

Ja claro vejo bem, ja bem conheço 58

Ja do Mondego as agoas apparecem[14] 56

Ja he tempo, ja que minha confiança 25

Ja me fundei em vãos contentamentos 127

Ja não sinto, Senhora, os desenganos 136

Julga-me a gente toda por perdido 76

Las peñas retumbaban al gemído 83

Leda serenidade deleitosa 40

Lembranças de meu bem, doces lembranças 130

Lembranças, que lembrais o bem passado 89

Lembranças saudosas, se cuidais 27

Levantai, minhas Tagides, a frente[15] 114

Lindo e subtil trançado que ficaste 22

Los ojos que con blando movimiento 107

Mal, que de tempo em tempo vas crescendo 117

Males que contra mim vos conjurastes 14

Mi gusto y tu beldad se desposaron 110

Mil veces entre sueños tu figura 109

Mil vezes determino não vos ver 62

Moradoras gentis e delicadas 54

Mudão-se os tempos, mudão-se as vontades 29

Na desesperação ja repousava 71

Na margem de hum ribeiro que fendia 74

Na metade do ceo subido ardia 36

Naiades, vós que os rios habitais 29

Na ribeira do Euphrates assentado 139

Não ha louvor que arribe á menor parte 59

Não passes, caminhante. Quem me chama? 19

Não vas ao monte, Nise, com teu gado 60

Nas cidades, nos bosques, nas florestas 126

Nem o tremendo estrepito da guerra 106

N'hum bosque que das Nymphas se habitava 11

N'hum jardim adornado de verdura 7

N'hum tão alto lugar de tanto preço 142

No bastaba que amor puro y ardiente 108

No mundo poucos annos e cansados 51

No mundo quiz o Tempo que se achasse 45

No regaço da mãe Amor estava 64

No tempo que de amor viver sohia 4

Nos braços de hum Sylvano adormecendo 103

Novos casos de Amor, novos enganos[16] 55

Nunca em amor damnou o atrevimento 67

O ceo, a terra, o vento socegado 87

O culto divinal se celebrava 39

O cysne quando sente ser chegado 22

O filho de Latona esclarecido 69

O fogo que na branda cera ardia[17] 20

O raio crystallino se estendia 50

O claras aguas deste blando rio 109

Oh arma unicamente só triumphante 122

Oh cese ya, Señor, tu dura mano 113

Oh como se me alonga de anno em anno 25

Oh quanto melhor he o supremo dia 118

Oh quão caro me custa o entender-te 49

Oh rigorosa ausencia desejada 111

Olhos, aonde o ceo com luz mais pura 77

Ondados fios d'ouro onde enlaçado 105

Ondados fios d'ouro reluzente 43

Onde acharei lugar tão apartado 91

Onde mereci eu tal pensamento 102

Onde porei meus olhos que não veja 56

Orfeo enamorado que tañia 84

Ornou sublime esfôrço ao grande Atlante[18] 95

Os meus alegres, venturosos dias 90

Os olhos onde o casto amor ardia 94

Os Reinos e os Imperios poderosos[19] 11

Os vestidos Eliza revolvia 49

Para se namorar do que criou 99

Passo por meus trabalhos tão isento 6

Pede o desejo, Dama, que vos veja 16

Pensamentos que agora novamente 47

Pois meus olhos não cansão de chorar 34

Pois torna por seu rei e juntamente[20] 96

Por cima destas agoas forte e firme 70

Por gloria tuve un tiempo el ser perdido 82

Por os raros extremos que mostrou 23

Por sua nympha Céphalo deixava 92

Porque a tamanhas penas se offerece 101

Porque a terra no ceo agasalhasse 121

Porque quereis, Senhora, que offereça 17

Posto me tem fortuna em tal estado 143

Presença bella, angelica figura 94

Pues lágrimas tratais, mis ojos tristes 143

Pues siempre sin cesar, mis ojos tristes[21] 131

Qual tem a borboleta por costume 129

Quando a suprema dor muito me aperta 74

Quando da bella vista e doce riso 9

Quando de minhas mágoas a comprida 37

Quando o sol encoberto vai mostrando 18

Quando os olhos emprégo no passado 89

Quando se vir com agoa o fogo arder 73

Quando, Senhora, quiz Amor que amasse 137

Quando vejo que meu destino ordena 28

Quanta incerta esperança, quanto engano 117

Quantas penas, Amor, quantos cuidados 142

Quantas vezes do fuso se esquecia 21

Quanto tempo, olhos meus, com tal lamento 88

Que doudo pensamento he o que sigo[22] 57

Que esperais esperança? Desespéro 78

Que estilla a árvore sacra? Hum licor santo 122

Que levas, cruel Morte? Hum claro dia[23] 42

Que me quereis, perpétuas saudades? 111

Que modo tão subtil da natureza 73

Que pode ja fazer minha ventura 144

Que poderei do mundo ja querer 47

Que vençais no Oriente tantos Reis[24] 33

Quem diz que Amor he falso, ou enganoso 103

Quem fosse acompanhando juntamente 39

Quem jaz no grão sepulcro, que descreve 30

Quem póde livre ser, gentil Senhora 31

Quem pudera julgar de vós, Senhora 53

Quem quizer ver d'amor huma excellencia 107

Quem, Senhora, presume de louvar-vos 54

Quem ve, Senhora, claro e manifesto 9

Revuelvo en la incesable fantasía 82

Se a fortuna inquieta e mal olhada 134

Se algum'hora essa vista mais suave 79

Se as penas com que Amor tão mal me trata 30

Se com desprezos, Nympha, te parece 63

Se como em tudo o mais fostes perfeita 78

Se da célebre Laura a formosura 52

Se despois de esperança tão perdida 50

Se em mim, ó alma, vive mais lembrança 128

Se lagrimas choradas de verdade 127

Se me vem tanta gloria só de olhar-te 75

Se no que tenho dito vos offendo 133

Se pena por amar-vos se merece 42

Se quando vos perdi, minha esperança 13

Se somente hora alguma em vós piedade 24

Se tanta pena tenho merecida 17

Se tomo a minha pena em penitencia 48

Seguia aquelle fogo que o guiava 93

Sempre a razão vencida foi de amor 75

Sempre, cruel Senhora, receei 134

Senhor João Lopes, o meu baixo estado[25] 68

Senhora ja desta alma perdoae 140

Senhora minha, se eu de vós ausente 63

Sentindo-se alcançada a bella esposa 93

Sete annos de pastor Jacob servia 15

Si el fuego que me enciende, consumido 110

Sôbre os rios do Reino escuro, quando 120

Suspiros inflammados que cantais 37

Sustenta meu viver huma esperança 136

Tal mostra de si dá vossa figura 71

Tanto de meu estado me acho incerto 5

Tanto se forão, Nympha, costumando 79

Tem feito os olhos neste apartamento 131

Todo animal da calma repousava 8

Tomava Daliana por vingança 23

Tomou-me vossa vista soberana 19

Tornae essa brancura á alva açucena 64

Transforma-se o amador na cousa amada 6

Vencido está de amor Meu pensamento 80

Verdade, Amor, Razão, Merecimento 119

Vi queixosos de Amor mil namorados 126

Vós Nymphas da Gangetica espessura[26] 115

Vós outros que buscais repouso certo 99

Vós, que de olhos suaves e serenos 46

Vós que escutais em rimas derramado 51

Vós só podeis, sagrado Evangelista 123

Vossos olhos, Senhora, que competem 33

ECLOGAS.

Pag.

A quem darei queixumes namorados[27] 201

A rustica contenda desusada[28] 212

Agora, Alcido, emquanto o nosso gado 268

Agora ja que o Tejo nos rodeia 279

Ao longo do sereno 160

Arde por Galatea branca e loura 240

As doces cantilenas que cantavão[29] 222

Cantando por hum valle docemente 189

De quanto alento e gôsto me causava 288

Despois que o leve barco ao duro remo 242

Encheo do mar azul a branca praia 247

Parece-me, pastor, se mal não vejo 252

Pascei, minhas ovelhas: eu em quanto 275

Passado ja algum tempo que os amores 179

Que grande variedade vão fazendo[30] 145

CANÇÕES

Pag.

A instabilidade da fortuna 303

A vida ja passei assaz contente 356

Com fôrça desusada 315

Formosa e gentil Dama, quando vejo 300

Ja a roxa manhãa clara 307

Junto d'hum secco, duro e esteril monte 328

Manda-me Amor que cante docemente 318

Manda-me Amor que cante o que a alma sente 322

Nem roxa flor d'Abril 340

Oh pomar venturoso 343

Por meio de humas serras mui fragosas 352

Qu'he isto? Sonho? Ou vejo a Nympha pura 349

Quem com solido intento 346

Se este meu pensamento 311

Tornei a triste pena 326

Vinde cá, meu tão certo secretario 322

Vão as serenas agoas 309

ODES.

Pag.

A quem darão do Pindo as moradoras 376

Aquelle moço fero 383

Aquelle unico exemplo[31] 378

Detem hum pouco, Musa, o largo pranto 360

Fogem as neves frias 381

Formosa fera humana 368

Ja a calma nos deixou 389

Naquelle tempo brando 386

Nunca manhãa suave 371

Póde hum desejo immenso 373

Se de meu pensamento 365

Tão suave, tão fresca e tão formosa 363

Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II · 第 390 / 391 题