como Faria diz que vira em um manuscripto.
P. 363. V. 12. _Meu infelice estado._] Todas as ed. Mas he
êrro visivel, porque o estado nada lhe podia ordenar, propriamente
fallando: e a verdadeira lição está saltando aos olhos:
Porque tem ordenado
Meu infelice Fado &c.
P. 363. V. 19. _Humido inda do pranto._] Todas as ed. Mas he
vicio, porque os sacrificios e offrendas á Noute de noute devem ser
feitos; e este _humido inda do pranto e lagrimas da esposa do cioso
Titão_ denota que ja o sol era nado. E portanto a verdadeira lição he a
que Faria diz encontrára n'um manuscripto:
_Humido ja do pranto,_
o que dá a entender que era sobre manhãa.
P. 368. V. 13. _E assentareis meus prantos, meus clamores._]
Todas as ed. Mas a verdadeira lição deste lugar he a que nos dá o P.
Thomaz d'Aquino.
E sentireis meus prantos, meus clamores.
Porque o poeta não chama as Nymphas para que venhão applacar os seus
prantos e clamores (que esse poder só tinha aquella, que os motivava);
chama-as para que os venhão ouvir, e para que vejão a que estado o tem
reduzido o seu amor, e a esquivança da sua amada.
P. 380. V. 19. _Ajuda quem ajuda contra a morte._] Todas as
ed. He vicio: corrigimos
Ajudai quem ajuda &c.
P. 385. V. 17. _E grita que culpado._] Todas as ed. Mas deve
ler-se
E grita qu'he culpado,
porque do modo que está, não faz sentido.
P. 388. V. 21.
_Remette o moço logo
Para onde estava a chaga sem socêgo._]
Todas as ed. Mas que he vicio, não ha duvida, porque a chaga devia elle
ter no corpo, e não podia correr para ella: correo para a chamma, isto
he, para a Nympha donde vinha o fogo que o abrasava. Corrigimos
Para onde estava a chamma sem socêgo.