Pelo que se lhe esconde.
P. 329. V. 19. _Não tendo, não, somente por contrarios_]
Faria e Sousa. _Não tendo tãosomente por contrarios_] 3.ª ed. A lição
antiga he a verdadeira.
P. 331. V. 26. _Com que a fronte tornada mais serena Torna
os tormentos graves._] Todas as ed. Mas he vicio das copias; porque a
fronte, por mais serena que esteja não pode serenar as agitações do
animo. Corrigimos:
Com que, a fronta tornada mais serena,
Tórno os tormentos graves &c.
P. 336. V. 1. _Pouco a pouco invenciveis me sahião._] Todas
as ed. Mas he êrro grosseiro dos copiadores.
Corrigimos:
Pouco a pouco invisiveis me sahião.
P. 339. V. 19. _Os olhos na que corre, e não alcança._] Todas
as ed. Mas he êrro palpavel das cópias. Sobre este lugar diz Faria:
_Mirese lo que me viene á embarazar sobre irme desembarazando de tantas
difficuldades destes poemas. Dice aqui: quando pone los ojos en la que
corre. Qué es la que corre? Arriba queda providencia, y luego
consolacion, y despues flaqueza humana; y no hallo que ninguna destas
corre, si no es la flaqueza humana á la muerte; y ni asi lo entiendo
bien_. Mas não tem muito que entender: este lugar está corrompido, como
tantos outros que temos visto: a lição do poeta era _No que corre_: quem
copiou poz _Na que corre_. E o sentido he: Mas a fraqueza humana, quando
lança os olhos no que corre; isto he, no muito que corre com os olhos
d'alma, e não alcança, senão &c.
P. 360. Ode I.ª A primeira cousa que temos a observar nesta
Ode he: que a Estancia, que principia: _Para ti guarda o sitio fresco
d'Ilio_, e a outra logo seguinte que principia: _De qual panthera ou
tigre ou leopardo_, se achão em todas as edições depois da que começa:
_Por ti feito pastor de branco gado_, onde são absolutamente estranhas;
e procurando nós outro lugar onde pudessem caber, não achamos outro mais
proprio, que depois da 3.ª Estancia que começa: _Tu que de formosissimas
estrellas_: para aqui as transportamos; ainda que nos parece que,
omittidas inteiramente, fica a Ode mais perfeita.
P. 361. V. 2. _Para ti no Erymantho o lindo Epilio_.] Assim
anda este verso nas primeiras edições. Faria e Sousa julga, com razão,
que está viciado, porque não ha no Erymantho lugar que se chame Epilio:
faz diversas conjecturas, e não sabe determinar-se. Nós julgamos que
deve ler-se Pylio, porque por Pylio se entende a Elide, a que os Gregos
chamavão Caloscopi (bella vista). E assim lhe quadra o epiteto de lindo
que lhe dá aqui o poeta. E o verso todo deve corrigir-se assim