CLXXIII.

O ceo, a terra, o vento socegado,

As ondas que se estendem por a areia,

Os peixes que no mar o somno enfreia,

O nocturno silencio repousado;

O Pescador Aonio que, deitado

Onde co'o vento a água se meneia,

Chorando, o nome amado em vão nomeia,

Que não póde ser mais que nomeado,

Ondas, (dizia) antes que Amor me mate,

Tornae-me a minha Nympha, que tão cedo

Me fizestes á morte estar sujeita.

Ninguem responde; o mar de longe bate;

Move-se brandamente o arvoredo;

Leva-lhe o vento a voz, qu'ao vento deita.

Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II · 第 205 / 391 题