Pescador ja foi Glauco, e deos agora
He do mar, e Protêo phocas guarda;
Nasceo no pégo a deosa, qu'he senhora
Do amoroso prazer, que sempre tarda.
Se foi bezerro o deos que cá se adora,
Tambem ja foi delphim. Se se resguarda,
Vê-se que os moços pescadores erão,
Que o escuro enigma ao primo vate derão.
Agora passa o vaqueiro a queixar-se da frieza com que a sua pastora
recebe as suas finezas.