Vós, humidas deidades deste pégo,
Tritões ceruleos, Próteo, com Palemo;
Vós, Nereidas do sal em que navego,
Por quem do vento a furia pouco temo;
Se a vossas sacras aras nunca nego
O congro nadador na pá do remo,
Não consintais que a musica marinha
Vencida seja aqui na lyra minha.
Que terão que dizer esses Senhores a estas duas Estancias? Dirão que são
demasiado sublimes, e que estão fóra do natural, porque a este simples,
a este natural, a este sublime não podem elles chegar. Mas não lhes
demos ouvidos, e continuemos a prestar attenção aos nossos contendores.
Vejamos com que despejo entrão na lide.