Velha Lisboa, minha mae-madrinha!
Tu voltarás a ser o que já foste,
E não, não cuides que é illusão minha,
Pois nenhuma já tenho a que me encoste!
Não sei quê dentro em mim m'o adivinha
Não sei que voz m'o diz de que eu mais goste.
E bem no sabes de bem longe: os Poetas
Não se enganam--são bruxos, são Prophetas!
V
Lá onde escoa o Tejo, os Esculptores
De entre a agoa erguerão altos heroes
Poetas, Santos e Navegadores:
Nun'Alvares sorrindo aos seus does-does,
Feridas de Astros! admiraveis flôres!
(Com auroras e poentes como os soes...)
Luiz de Souza, scismatico, e Frei Gil,
Pedr'Alvares, a mão para o Brazil!...