SONETO

Pallida, á luz da lampada sombria,

Sobre o leito de flores reclinada,

Como a lua por noite embalsamada,

Entre as nuvens do mar ella dormia!

Era a virgem do mar, na escuma fria

Pela maré das aguas embalada!

Era um anjo entre nuvens d'alvorada

Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era mais bella! o seio palpitando...

Negros olhos as palpebras abrindo...

Fórmas núas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!

Por ti--as noites eu velei chorando,

Por ti--nos sonhos morrerei sorrindo!

ALVARES DE AZEVEDO, _Ibid._

t. I, p. 131.

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Parnaso portuguez moderno · 第 128 / 267 题