VI.

A muralha enfraquece: de continuo

As Turcas baterias lhe varejão

O parapeito e ameias; restrugindo,

Sahe de cada canhão a voz do raio:

Aqui flammeja, ao rebentar da bomba,

Crepitante zimborio; além baquea

Este, est'outro edificio derrocado,

Sob o espesso granizo d'estilhaços,

Que em lufadas volcanicas recresce:

Vai resfolgando em rúbidas columnas

Voraz incendio, que tão alto sobe,

Como sobe o fragor da ruina ingente,

Ou solta-se em terrestres meteoros

Que vão no ceo esvaecer-se infindos:

Mais nebuloso, mais impervio o dia

Se torna á luz do sol, co'a mole opaca

Do fumo alçado em tortuosos rôlos,

Que d'enxofrado horror a esfera enlutão.

O Cerco de Corintho, poema de Lord Byron, traduzido em verso portuguez · 第 17 / 48 题