A muralha enfraquece: de continuo
As Turcas baterias lhe varejão
O parapeito e ameias; restrugindo,
Sahe de cada canhão a voz do raio:
Aqui flammeja, ao rebentar da bomba,
Crepitante zimborio; além baquea
Este, est'outro edificio derrocado,
Sob o espesso granizo d'estilhaços,
Que em lufadas volcanicas recresce:
Vai resfolgando em rúbidas columnas
Voraz incendio, que tão alto sobe,
Como sobe o fragor da ruina ingente,
Ou solta-se em terrestres meteoros
Que vão no ceo esvaecer-se infindos:
Mais nebuloso, mais impervio o dia
Se torna á luz do sol, co'a mole opaca
Do fumo alçado em tortuosos rôlos,
Que d'enxofrado horror a esfera enlutão.