NOTAS DE RODAPÉ:

[68] Quando o sr. D. Antonio Ayres de Gouvea, hoje bispo de Bethsaida,

foi cursar a Universidade em 1850, ainda os estudantes compunham e

cantavam amphiguris. Segundo informação de s. ex.ᵃ, appareceu mais

tarde o _Fado de Coimbra_ e depois o _da Figueira_. _Fado_ ainda não

era então, em Coimbra, uma designação generica, mas apenas especial

d’aquellas duas canções.

[69] Emquanto este livro esperava o momento de entrar no prélo,

falleceu Urbano de Castro, ás 3 horas da manhã de 6 de novembro de 1902.

Aqui fica n’esta pagina um clarão do seu espirito tão finamente

litterario. É como se eu plantasse aqui uma saudade.

[70] Leia-se: Vê zero.

[71] Leia-se: Vê dois ró.

[72] Leia-se: F (éfe) primo.

[73] Leia-se: M linha.

[74] Leia-se: Dêtê.

[75] Leia-se: Hidrogénio.

[76] Leia-se: Agua.

[77] Leia-se: Prata.

[78] Leia-se: Potassa.

[79] Leia-se: Chloro.

[80] Leia-se: Hydrogénio.

[81] Leia-se: Antimonio.

[82] Leia-se: Agua.

[83] Leia-se: Chumbo.

[84] Leia-se: Azote.

[85] Fasciculo 56.

[86] Ficára reprovado em alguns preparatorios e no 1.º anno d’esta

faculdade.

[87] Esta quadra é de Guerra Junqueiro, na _Morte de D. João_.

[88] De Fausto Guedes.

[89] De Antonio Nobre.

[90] Presumo que esta quadra é do Hylario.

[91] Tambem attribuo esta quadra ao Hylario.

[92] De Francisco Bastos, estudante brazileiro, morto.

[93] De Fausto Guedes Teixeira.

[94] Repetimos esta quadra por causa do seu encadeamento com as duas

seguintes. Suppomos que é do Hylario.

[95] É do Hylario.

[96] De Fausto Guedes Teixeira.

[97] De Fausto Guedes Teixeira.

[98] É do Hylario.

[99] Esta e as trez quadras seguintes são de Fausto Guedes Teixeira.

[100] Supponho que é do Hylario.

[101] Ha manifesta contradicção entre o _Cancioneiro_ e o seu

_Catalogo_, de modo que o leitor fica hesitante. O _Cancioneiro_ é

um vasto e importante repositorio de canções populares, mas carece

de algumas rectificações e de muitas aclarações, o que aliás não

admira em obra de tanto vulto. Assim, no fasc. 4., diz que o amphiguri

_Duzentos gallegos_ appareceu em 1846 e 1847, sendo porem certo que

Filinto Elysio já se refere a elle. Reappareceu n’essa epoca, o que

faz differença. No fasc. 56 traz sob o titulo _Remar... remar..._ uma

barcarola com a seguinte nota: «É esta barcarola, uma das canções

orpheonicas do Mondego, hoje vulgarisada por todo o paiz.» Não cita o

nome do auctor, e comtudo eu conheço-o muito bem. Sou eu mesmo, que dos

16 para os 17 annos a compuz: é a «Barcarola de Ismael» no poemeto _A

nereida_.

Mais tarde, quando inclui este poemeto no livro _Cantares_, procurei

corrigir algumas infantilidades, que me saltaram aos olhos. Fiz reparo

nos dois seguintes versos:

Velas ao vento,

Remar, remar.

No commum dos casos, se o vento sopra não é preciso remar. Por isso

modifiquei assim a barcarola:

Do mar no fundo,

Sobre as areas,

Cantam sereas,

Quando ha luar.

O mar é lindo

N’este momento!

Repoisa o vento,

Remar, remar.

Do mar no fundo,

Cheios de aljofres,

Ha muitos cofres,

Que te hei de dar...

O mar é lindo

E a tarde é calma.

Delira a alma!

Remar, remar.

Do mar no fundo,

Sobre as areas,

Cantam sereas,

Quando ha luar.

O mar é lindo!

O ceu convida!

O amor é vida...

Remar, remar.

A barcarola, tal como ella vem no _Cancioneiro_, chega a não fazer

sentido logo no primeiro verso, que diz:

No mar, no fundo, etc.

E padece outras alterações, que facilmente podiam ter sido evitadas.

[102] Tambem publicado, com a lettra, nos _Cantos populares_ editados

no Porto por Eduardo da Fonseca.

[103] Tambem vem publicado na 2.ª série de _Cantos populares_, Porto,

editor Eduardo da Fonseca.

[104] Consegui reunir na minha modesta livraria 24 volumes sobre a

poesia popular das nações da Europa. Estimo muito esta collecção, não

só porque não é facil juntal-a, mas porque n’ella encontro bellezas que

deixam a perder de vista muitos poetas cultos e gloriosos.

[105] No jornal _A Chronica_, n.º 68, do 3.º anno.

A triste canção do sul (subsidios para a historia do fado) · 第 44 / 60 题