«De que país és tu?»--A um árabe dizia
Sahid, filho d'Agbá, na estrada, ao fim do dia.
Era a hora em que o sol se fecha no Occidente
Como o olhar moribundo e triste d'um doente.
E o árabe respondeu, banhado na piedosa
Claridade da luz, quasi religiosa:
--«Sou da raça que tem o excepcional fervor
D'amar eternamente e de morrer d'amor.»--
--«Então és tu de Asrá.»--accrescentou Sahid;
--«Sim, por Kaaba! Foi essa a tribu onde eu nasci.»
E de novo Sahid o interrogava attento:
--«Por que motivo, pois, tão nobre sentimento
Nunca se muda em vós n'uma paixão nefasta?»--
O crepusculo enchia o ceu meio estrellado,
E o árabe tornou, como que illuminado:
--«Porque a mulher é bella e a juventude é casta!»