NOTAS

[1] D. Affonso V ordenou em 1456 que os restos mortaes de sua mãe viessem

para a egreja do mosteiro da Batalha. Trouxeram-n’os Henrique IV e D.

Joanna, quando vieram a Portugal para se avistarem com Affonso V, em

Elvas.

[2] _Provas da Historia genealogica_, tomo II, pag. 18.

[3] Damião de Goes, _Chronica do principe D. João_, cap. XXXV.

[4] A mão de D. Isabel, de Castella, era tambem solicitada pelo principe

D. Carlos, de Vianna.

[5] O reino de Navarra passou da casa de Foix á casa de Albret, pelo

casamento de Catharina de Foix, herdeira de Navarra, com João d’Albret

(1484). Fernando, o _Catholico_, rei de Castella e Aragão, arrebatou a

João d’Albret toda a Alta Navarra (1512), deixando-lhe apenas a parte da

Navarra situada ao norte dos Pyrenéos, isto é, a Baixa Navarra.

[6] Pina, _Chronica_, cap. CLIV. Visconde de Santarem, _Quadro

elementar_, tom. I, pag. 363.

[7] Pina, _Chronica_, cap. CLVII.

[8] Dava-se o nome de _hermandades_ a uma especie de associações

populares, que formavam entre si estas ou aquellas povoações de uma

provincia ou reino, para se policiarem a si proprias, e defender-se

das extorsões dos reis e dos nobres. No reinado de Fernando e Isabel,

as _hermandades_ foram organizadas e regulamentadas officialmente, em

beneficio commum do throno e dos povos.

[9] «Suponen algunos que la reina en este tiempo habia tenido con un

sobrino del arzebispo, llamado don Pedro, flaquezas de la misma especie

que las que antes le habiam atribuido con don Beltran de la Cueva.»

Lafuente.

[10] Visconde de Santarem, _Quadro elementar_, tomo I, pag. 366.

[11] _Chronica do principe D. João_, cap. XXXVIII.

[12] Veja-se o _Quadro elementar_, tomo I, pag. 366.

[13] Diogo Clemencin publica-a na integra. _Memorias de la real académia

de la historia_, tomo VI, pag. 583.

[14] Por este motivo ficaram os _ss_ no escudo das suas armas.

[15] O padre Flores antecipa o casamento um dia: 18 de outubro, diz elle.

[16] O visconde de Santarem diz: 1471 a 1473. (Tom. I do _Quadro

elementar_, pag. 367).

[17] _Chronica do senhor rey D. Affonso V_, capitulo CLXXI.

[18] _Quadro elementar_, tomo I, pag. 368.

[19] A _Beltraneja_, no _Manifesto_ dos seus direitos, a que mais de

espaço nos referiremos, diz que ao rei Henrique foram ministradas ervas

e peçonhas por trama dos isabelistas, como era notorio, havendo até quem

prophetizasse qual o prazo em que o rei havia de morrer.

[20] Lafuente, _Historia de España_, tom. 8.º, pag. 494.

[21] Padre Flores, _Memorias de las reynas catolicas_, tom. II, pag. 772.

[22] Cap. CLXXIII.

[23] _Elógio de la reina catolica Dona Isabel_, no tomo VI das _Memorias

de la Real Académia de la Historia_. Pag. 501.

[24] _Quadro elementar_, tomo I, pag. 369.

[25] Benevides, _Rainhas de Portugal_, tomo I.

[26] _Provas da hist. genealog._, tom, II, pag. 93.

[27] Visconde de Santarem, _Quadro elementar_, tomo III, pag. 107.

[28] _Anales de la corona de Aragon_, livro XIX, cap. XXVI.

[29] _Historia de España_, tomo IX, parte II, livr. IV, pag. 127.

[30] Lafuente diz que os esponsaes se celebraram a 12 de maio, mas o

visconde de Santarem colloca-os entre os dias 25 e 30.

[31] _Provas da historia genealogica_, tomo II, pag. 60.

[32] _Quadro elementar_, tomo I, pag. 373.

[33] Em recompensa d’este serviço, D. Isabel presenteou Cabrera com

uma taça de oiro para a sua mesa, promettendo-lhe que no anniversario

d’aquelle feliz acontecimento, elle e os seus successores teriam egual

presente. (_Annaes das sciencias e lettras_, tom. I, pag. 705).

[34] Lafuente.

[35] Pina.

[36] Pina, cap. CLXXXII da _Chronica_.

[37] Damião de Goes, _Chronica do principe D. João_, cap. LXXIV.

[38] Rebello da Silva, _Annaes das sciencias e lettras_, vol. I, pag.

683; _Provas da historia genealogica_, tomo II, pag. 18 a 19.

[39] _Chronica do principe D. João_, cap. LVIII.

[40] _Quadro elementar_, tomo III, pag. 125.

[41] _Quadro elementar_, tom. III, pag. 127.

[42] «... de noite lhes veio recado de dentro da cidade em como o dicto

Rey Dom Fernando partira aquella noite com sua gente, e hia a hum trato

que tinha em a cidade de Touro; a qual coisa como fosse dicta por pessoa

digna de ser crida, os dictos senhores Rey e Principe acordaram de

atalhar, e levantarem do arrayal, e hirem á dicta cidade de Touro por

entenderem que assim cumpria, e o puzeram logo em obra.»

_Relação que El-Rey D. João segundo mandou ao Conselho de Evora da

batalha de Toro, etc. Annaes das sciencias e lettras_, tom. I, pag. 724.

[43] A invocação de S. Christovão fôra devida á devoção especial de Jorge

Correia, commendador de Pinheiro, que assim o lembrara ao principe D.

João.

[44] _Annaes das sciencias e lettras_, tomo I, paginas 714-723.

[45] _Historia de España_, tom. IX, pag. 138.

[46] _Diccionario popular_, artigo _Duarte d’Almeida_, escripto pelo

auctor d’esta _Memoria_.

[47] _Republicas_, n.º 8.

[48] _Annaes das sciencias e lettras_, tomo I, pag. 728, onde tambem se

póde ver o _Regimento_ que a procissão devia observar.

[49] Damião de Goes, _Chronica do principe D. João_, cap. LXXX.

[50] _Recueil des monuments inédits de l’histoire du thiers

état._—Avant-propos, pag. LXXIV.

[51] _Historia de Portugal_, vol. III.

[52] Zurita, _Anales_, tom. IV, pag. 298.

[53] Ruy de Pina, _Chronica_, cap. CCVII; visconde de Santarem, _Quadro

elementar_, tom. I, pag. 379.

[54] Ruy de Pina, _Chronica_, cap. CCVII; visconde de Santarem, _Quadro

elementar_, tomo I, pag. 379.

[55] _Historia serafica_, tomo I, pag. 526.

Perguntei para Santarem por esta tradição. Um amigo meu, já hoje

fallecido, respondia-me em 24 de abril de 1885: «Esta manhã fui

pessoalmente ao convento das Claras em companhia do facultativo da casa,

que entrou a fazer as necessarias indagações, e só obteve em resposta que

effectivamente existe no edificio uma casa ou capella com um côro pequeno

a que ainda hoje chamam _o corinho_, mas as freiras ignoram qualquer

tradição a respeito d’essa casa.» O signatario da informação chamava-se

José Candido Duarte da Silva.

[56] _Chronica d’el-rei D. Affonso V_, pag. 245.

[57] Pina, diz que o principe assistira sem o rei; Sousa, na _Hist.

geneag._, escreve que nem o rei nem o principe quizeram assistir. Duarte

Nunes de Leão dá o principe como presente. Seguimos a opinião de Pina e

Duarte Nunes, mesmo por ser a que melhor se coaduna com o caracter do

principe D. João.

[58] Amaral, _Memoria V para a historia da legislação e costumes de

Portugal_; Rebello da Silva, _Annaes das sciencias e lettras_.

[59] Sobre o estado das classes servas na peninsula, leiam-se os

importantissimos estudos de Herculano, no tomo I dos _Annaes das

sciencias e lettras_, e no terceiro volume da sua _Historia de Portugal_.

[60] Rebello da Silva, _Annaes das sciencias e lettras_.

[61] Michelet, _Précis de l’histoire moderne_, pag. 23.

[62] _Vida e feitos de D. João II._

[63] Vejam-se os documentos publicados no tomo II das _Provas da historia

genealogica_, pag. 8 e 51.

[64] Innocencio diz que este opusculo é raro. Pudemos vel-o na

bibliotheca nacional de Lisboa, onde existe. Na da academia real das

sciencias não ha, porque fôra arrancado da miscellanea onde estava.

[65] _Clemencin._

[66] _Provas da historia genealogica_, tom. III, pag. 636.

[67] _Annaes das sciencias e lettras_, tom. I, pag. 412 e 551.

[68] Dava-se o nome de _personatus_ nos mosteiros ás dignidades, como por

exemplo as de deão, thesoireiro, chantre, etc., ás quaes n’outras partes

chamam _officia claustralia_. Ducange: _Glossarium_, vol. V, pag. 214.

[69] Baronius, _Annales ecclesiastici_, tomo XIX.

[70] Tom. II, pag. 79.

[71] _Provas da historia genealogica_, tom, II, pag. 94.

[72] Camillo Castello Branco, _Narcoticos_, vol. I.

[73] _Provas da historia genealogica_, tomo II, pag. 71.

[74] Tomo II, pag. 76.

[75] Benevides, nas _Rainhas de Portugal_, tomo I, pag. 290, publíca o

_fac-simile_ da assignatura de D. Joanna.

[76] _Historia seraphica_, tomo II, pag. 133.

[77] Vol. I, pag. 701-737.

Rainha sem reino (Estudo historico do seculo XV) · 第 29 / 40 题