Quando Ninive, condemnada pelos seus maleficios, estava prestes a ser
arrasada, Jonas, que queria ser espectador do facto tremendo que
prophetisára, veio postar-se n'um local d'onde perfeitamente podia
presencear o castigo da cidade maldita.
Porém no posto de observação escolhido, não havia uma só arvore, e um
sol de fogo, a prumo, tornava tão martyrisante a estada alli do
propheta, que este, angustiado, pediu a Deus que o soccorresse,
attenuando-lhe de alguma fórma a intoleravel ardencia dos raios solares.
Ainda Jonas não tinha acabado a sua fervorosa prece, já uma planta se
erguia do sólo, crescia rapidamente e envolvia-o tão bem, que o
propheta, contentissimo e consolado, pensando que poderia gosar da bella
frescura proporcionada pela folhagem do vegetal, terminou o pedido com
um intenso agradecimento ao céo pelo beneficio prestado. Mas n'isto, tão
repentinamente como brotára do sólo, a planta seccou e reduziu-se a pó,
deitando assim n'um instante por terra as doces esperanças do santo
propheta. Esta planta era a _aboboreira_.