DELIRIO

Não posso crêr na morte do Menino!

E julgo ouvi-lo e vê-lo, a cada passo...

É ele? Não. Sou eu que desatino;

É a minha dôr soffrida, o meu cansaço.

Delirio que me prendes num abraço,

Emendarás a obra do Destino?

Vê-lo-ei sorrir, de novo, no regaço

Da mãe? Verei seu rosto pequenino?

Misterio! Sombra imensa! Alto segredo!

Jamais! jamais! Quem sabe? Tenho mêdo!

Que vejo em mim? A treva? a luz futura?

Ah, que a dôr infinita de o perder

Seja a alegria de o tornar a ver,

Meu Deus, embora noutra creatura!

Elegias · 第 13 / 41 题