II

A desforra de Arabi.--Reformadores e coroneis.--O programma

fellah.--A conferencia de Constantinopla.--A confusão do

Grão-Turco.--As esquadras.

O Khediva teve em seguida, alguns tranquillos dias de triumpho.

Ao abrir o seu _Times_ ou o seu _Journal des Débats_ (porque este

principe é illustrado) elle podia regosijar-se, vendo que esses dous

ponderosos orgãos da opinião européa o consideravam um potentado

energico e cheio de nervo, como cabe a um descendente do grande

Mehemet-Ali, vivamente zeloso dos seus direitos, sabendo manter a ordem

nos seus estados com duas mãos de ferro, digno emfim da sympathia das

potencias.

Uma manhã porém, o palacio appareceu cercado de tropas--doze mil homens

com dezoito peças d'artilharia--supplicando que Sua Alteza soltasse

Arabi e lhe confiasse o ministerio da guerra. E davam esta razão,

honrosa para a logica árabe: que, approvando o exercito as reformas de

Arabi-Bey, entendia que elle as executaria muito mais confortavelmente

sentado na poltrona de ministro da guerra do que estirado nas palhas do

carcere.

O Khediva, que acabava talvez de saborear no _Times_ mais uma

glorificação da sua energia, concordou e declarou até que sempre

respeitara Arabi. Alli mesmo, sobre o joelho, o nomeou Pachá:--e

Arabi-Pachá passou da enxovia para o poder, ao som das bandas marciaes...

Em taes circumstancias um caudilho europeu lança o seu programma tão

ruidoso, tão brilhante, subindo tão alto no céo do progresso, como os

foguetes que estalam n'esse dia--e de que ordinariamente, como dos

foguetes, fica apenas um tição apagado. E estamos tão acostumados a

isto, aqui n'estas regiões privilegiadas, onde a locomotiva silva, que

as gazetas sisudas começaram a desconfiar de Arabi, desde que o não

viram adeantar-se com o seu programma nas mãos. Não o tinha.

Em paiz mussulmano, sob a lei do Alcorão, não os ha: nem era de resto

natural que um soldado egypcio (como disse, com uma gôche e

desnecessaria ironia, o snr. Gambetta) tivesse encontrado por acaso

_principios de oitenta e nove ineditos_ nos sarcophagos dos Pharaós.

Não, de certo. Mas Arabi trazia tres ou quatro ideias que, se houvesse

uma Europa decente, que lhe permittisse a realisação, podiam ser o

começo de um novo Egypto, um Egypto possuindo-se a si mesmo, um Egypto

governando-se a si mesmo, um _Egypto para os Egypcios_--não uma raça

escrava enfeudada á familia de Mehemet-Ali, muito menos um refeitorio

franco para os esfomeados europeus.

A meu vêr, o que impediu sempre que Arabi fosse um reformador--era o ser

elle um coronel fellah, filho de fellah, nascido n'uma d'essas tristes

aldéas, montões de choças feitas de lama secca, que negrejam ao comprido

do Nilo. Tendo vivido na abjecta miseria dos fellahs--a peior que existe

sobre a terra--elle, mais que ninguem, tinha direito a erguer-se em nome

dos longos aggravos do fellah. Mas, ao mesmo tempo, Arabi era um soldado

que ganhara os seus postos nas prolongadas guarnições do Alto Egypto e

nas campanhas do Soudan, que voltára de lá com todo o orgulho da farda,

e todo o pedantismo do sabre, não só repassado de militarismo, mas

enfrascado em militança--e, portanto, prompto, desde que a sua voz

resoava tão alto, a pôl-a ao serviço das pretenções do exercito... Elle

representava, por origem e por profissão, as duas grandes classes do

povo egypcio--o soldado e o fellah;--e desde o momento em que entre os

egoistas, os voluptuosos, os escravos e os interesseiros, elle pareceu

ser o unico homem no Egypto que se arriscava, de bom grado, pelas suas

ideias, ao exilio e á enxovia,--tornou-se bem depressa, e naturalmente,

chefe do _partido popular_ que queria as grandes reformas nacionaes, e

pela mesma occasião caudilho do _partido militar_, que só appetecia

vantagens de classe. Assim, em Arabi, o patriotismo confundia-se

infelizmente com a insubordinação.

Nas suas reformas encontravam-se, n'uma triste mistura, ao lado de idéas

largas, liberaes, contendo a revindicação dos direitos do trabalhador,

as mais especiosas exigencias do quartel, revelando o official

revoltado. Era com o mesmo enthusiasmo, e como se as duas cousas

tivessem egual valor na obra da regeneração do Egypto--que elle pedia

uma constituição parlamentar, e augmento de soldo e subida de posto para

os coroneis seus camaradas. Que aconteceu? Que na Europa, aquelles que

desejavam a continuação do regimen khedival (empreza financeira d'onde

sahiam grossos dividendos) fizeram tanto ruido em torno das escandalosas

pretenções da tropa, que não deixaram escutar os justos pedidos do povo,

e desacreditaram facilmente Arabi, escondendo o seu bom lado de

patriota, pondo em relevo o seu mau lado de coronel turbulento.

Toda a revolução dirigida por coroneis é justamente suspeita ao nosso

moderno espirito europeu; mas Arabi é um egypcio; e no Egypto, onde o

povo fellah, apesar de tão intelligente como qualquer das nossas plebes,

é pouco mais que uma irresponsavel horda de escravos, e onde o exercito

constitue a classe culta--a obra de progresso tem necessariamente de ser

feita pelo soldado. Na Europa, porém, não se sabe isto--ou, antes,

finge-se que não se sabe. As exigencias da tarimba puzeram na sombra as

reclamações da cabana--e Arabi perdeu na Europa a auctoridade que podia

ter como chefe dos fellahs por fallar de espada na mão, d'entre um

quadrado de soldados...

De certo, Arabi não é um Mazzini, nem um Luiz Blanc. É um arabe do

antigo typo, que apenas leu um livro--o Alcorão. Mas, como homem, possue

qualidades de intelligencia, de coração, de caracter, que não ousam

negar aquelles mesmos que o estão combatendo tão brutalmente. E como

patriota, está á altura dos grandes patriotas: havia certamente muito

egypcio no Egypto que abominava o sordido regimen khedival e soffria de

vêr o rico valle do Nilo devorado pelo estrangeiro, como outr'ora pelos

gafanhotos;--mas esses limitavam-se a curvar tristemente os hombros,

invocando o nome de Allah.

Este é o primeiro que entendeu que Allah, apesar de grande e forte, não

póde attender a tudo, e que, portanto, se resolveu a tirar a espada em

nome do fellah, contra a oppressão colligada dos pachás turcos e dos

agiotas christãos.

Quaes eram, por fim, as reformas de Arabi, esse monstro de sedição?

Arabi queria, em primeiro logar, o fim da auctoridade absoluta do

Khediva, e o Egypto governado por uma Assembléa eleita; e, como

consequencia d'esse novo regimen, uma reforma radical no uso dos

dinheiros publicos, que até ahi iam parte para a côrte do Khediva, parte

para o harem do Sultão, senhor suzerano do Egypto, parte para as

cohortes cerradas de funccionarios estrangeiros, parte, uma grande

parte, para pagar os _coupons_ de divida em Pariz e Londres, ficando tão

pouco para as necessidades do paiz, que havia dois annos que quasi se

não dava soldo ao exercito!

Arabi não negava a divida externa, contrahida por esse esplendido

perdulario Ismail-Pachá, mas reconhecida pela nação e garantida pela sua

honra:--sómente não admittia que a França e a Inglaterra estivessem

installadas no Cairo, á bocca dos cofres, esperando a chegada do

imposto, para empolgar uma parte leonina; de tal sorte, que, para

satisfazer a voracidade do credor europeu, esmagava-se com tributos o

fellah, que, por mais que se esfalfasse dia e noite, tinha por fim de

recorrer ao usurario europeu. Cousa estupenda! A Europa apresentava-se

officialmente como credora, e, para se fazer embolsar, fornecia

secretamente o agiota!...

Mas o ponto delicado das reformas de Arabi era quando tocavam com a

situação dos estrangeiros no Egypto. Havia ahi pretenções monstruosas.

Arabi exigia que se abolisse o privilegio pelo qual os estrangeiros

estabelecidos no Egypto e enriquecendo no Egypto não pagam imposto. O

desalmado queria que não houvesse esses tribunaes de excepção para os

estrangeiros, que, sob o nome de _tribunaes mixtos_, distribuem duas

justiças--uma de mel para o europeu, outra de fel para o arabe. Emfim,

esse homem fatal pretendia que os empregos publicos não fossem dados

exclusivamente a estrangeiros--e que se não pagassem annualmente, como

se pagavam, mais de _trez mil contos_ de bom dinheiro egypcio, a

francezes, inglezes e italianos repoltreados em sinecuras em todas as

repartições do valle do Nilo, e quasi todos tão uteis ao estado como

aquelle inglez que, com uma carta de recommendação de Lord Palmerston,

foi nomeado coronel do exercito egypcio e ao fim de nove annos, depois

de ter recebido perto de oitenta contos de soldos, ainda não tinha visto

o seu regimento e _ainda mesmo não tinha uniforme_!

Taes eram, em resumo, as abominaveis idéas de Arabi, e não se imagina

facilmente a apopletica indignação que ellas causaram á França

republicana e á livre Inglaterra. Arabi foi considerado uma féra. Na

Bolsa de Pariz, no _Stock-exchange_ de Londres, onde os fundos egypcios

tinham descido, pedia-se com energia a suppressão immediata d'esse

iniquo aventureiro.

Os gritos estridentes dos estrangeiros no Egypto, ameaçados nas suas

pessoas e nos seus privilegios, enterneciam a Europa.

As potencias occidentaes _trocaram as suas vistas_, segundo a hedionda

phrase diplomatica, e concordou-se que o Egypto _estava em anarchia_. O

Khediva, esse já se declarara _coacto_, e urgia _descoactar_ rapidamente

esse amavel principe, tão doce ao estrangeiro. A Inglaterra e a França,

pois, (paizes que dizem ter interesses superiores no Egypto) mandaram as

suas esquadras ás aguas de Alexandria, para aterrar Arabi. Póde-se

perguntar até que ponto seis couraçados, sem tropas de desembarque e

ancorados n'uma bahia, conseguiriam atarantar um ministro da guerra,

seguro no Cairo, a dez horas de caminho de ferro, cercado de vinte mil

homens de tropas regulares, apoiado por quatro milhões de população

fellah, alliado aos grandes chefes beduinos, e sanctificado pela

approvação religiosa dos Ulemas...

Hoje, aquelles mesmos que aconselharam essa manifestação, como o

_Times_, confessam com o rubor nas columnas, que foi uma insensatez. Em

todo o caso fez-se--e acompanhada de um documento, um papelucho

diplomatico que, pelo comico intenso do seu conteúdo, parecia arrancado

a alguma farça descabellada de Labiche. Esse escripto, apresentado

gravemente pelos consules de França e Inglaterra, intimava o Khediva a

que demitisse Arabi, o exilasse para o Alto-Egypto, para além das

cataractas, conservando-lhe, para o não descontentar de todo, as suas

honras de pachá e os seus soldos de coronel! Não sentis aqui, amigos,

toda a folia de um _vaudeville_? De um lado o Khediva abandonado, em

palacio, envolvido por uma revolução victoriosa, refugiado na equivoca

fidelidade de alguns ajudantes de campo e de alguns eunucos; do outro

lado Arabi tendo por si o exercito, a nação, o deserto e as mesquitas. E

a Europa suggere áquelle Khediva que desterre para a Nubia este Arabi!

Conheceis cousa alguma que mais reclame a _verve_ do chorado Offenbach?

Os jornaes inglezes hoje confessam tambem entre dentes que o papelucho

era estupido. Se o era! E estão d'ahi a vêr o resultado: Arabi encolheu

os hombros, adjudicou-se mais o ministerio da marinha, e substituiu

alguns dos outros ministros, antigos familiares do Khediva, por homens

seus, gente de nervo e de arranque.

Perante esta resposta dada ao seu _ultimatum_, a Europa ficou, se me é

licito este dizer irreverente--_de orelha murcha_. E então tomou a

decisão das grandes crises; delegou diplomatas que se sentaram em torno

de uma mesa de panno verde, e enterraram pensativamente a cabeça entre

os punhos. Chamou-se a isto a _Conferencia de Constantinopla_. O seu

fim, todo louvavel, era _resolver a questão do Egypto_.

E ainda lá está, fina e subtil, a resolver! Alexandria ardeu, deixou de

existir; o canal de Suez é patrulhado por canhoneiras inglezas; o

general Sir Garnet Wolseley marcha sobre o Cairo; a terra do Egypto é

terra britannica--e ella ainda lá está, a resolver!

Quanta habilidade n'aquella assembléa! N'aquella assembléa quanta

auctoridade! Ainda lá está...

Ainda lá está, á margem das aguas doces do Bosphoro, em torno da mesa de

panno verde, com a cabeça enterrada entre os punhos!...

Depois de reunida a _Conferencia_, a Europa, naturalmente, lembrou-se

que o Egypto é ainda uma dependencia dos estados do Sultão, paga tributo

ao Sultão, e que portanto ao Sultão competia ir restabelecer a ordem nos

seus agitados dominios.

Questão obscura e embrulhada, esta das relações do Egypto com a Turquia.

É o Khediva um principe vassallo? A diplomacia hesita. Por um lado, os

Khedivas succedem-se por hereditariedade, têm exercito, armam marinha,

cunham moeda, declaram guerras, fazem tratados; por outro lado, pagam

tributo. Mas constitue elle uma affirmação de vassalagem de pachá a

sultão? É uma simples offerta de principe mussulmano ao chefe do Islam,

como o presente que o rei catholico de Hespanha manda todos os annos ao

papa? É uma prestação annual da tremenda somma, porque Mehemet-Ali e

depois Ismail-Pachá compraram aos Osmanlis a sua independencia? É

simplesmente um _pourboire_?... Seja como fôr, o tributo existe--e,

fundado n'elle, a Europa appellou para o Sultão. Arabi, bom crente,

devia venerar o Sultão; o Sultão, bom pae, podia exterminar Arabi. E

aqui começa a famosa comedia das vacillações do Sultão.

Por um lado, o Sultão desejaria mandar tropas ao Egypto, occupal-o sob o

pretexto de o tranquillisar e refazer d'elle uma provincia turca, um

pachalato dependente do serralho, tal qual era antes de Mehemet-Ali,

quando na riqueza do valle do Nilo estava o verdadeiro thesouro dos

califas; por outro lado, porém, o Sultão não queria desembarcar no

Egypto como cabo de policia da Europa, pela razão de que, prevendo este

caso, os _ulemas_ da mesquita d'El-Azhar, o grande centro religioso e o

grande centro lettrado do Islam, o Vaticano e a Sorbona do Oriente,

possuindo no mundo mussulmano uma auctoridade igual á de um Concilio no

mundo catholico,--tinham declarado que se o Sultão, em nome da Europa

christã, pegasse em armas contra gente mahometana, tornava-se _ipso

facto_ apostata, e _ipso facto_ perdia o califado. Por um lado tambem o

Sultão, tendo, ao que se diz, recebido de Arabi promessas de depor o

Khediva e proclamar em seu logar Helim-Pachá, que é em Constantinopla o

conselheiro e o favorito do serralho--conspirava com Arabi contra o

Khediva; mas por outro lado, tinha noticia das intelligencias de Arabi

com o scherif de Meca, que, sendo o descendente directo de Mahomet,

possue mais que o Sultão direitos ao califado, e é n'esta santa

pretensão apoiado por todas as tribus da Arabia; e, receiando assim que

Arabi se tornasse o auctor de um scisma no islamismo, o Sultão procurava

minar-lhe a influencia crescente--e conspirava com o Khediva contra

Arabi. Por um lado ainda, uma vaga revolução constitucional em paiz

mussulmano era odiosa ao Sultão; mas, por outro, a maneira como Arabi,

alma d'esse movimento, estava tratando d'alto parte da Europa colligada,

lisongeava profundamente o seu coração turco. Emfim, este miserando

chefe dos crentes não sabia onde havia de dar com a sua cabeça

imperial... Não se pense, por este dizer ligeiro, que eu não respeito o

Sultão: Abdul-Hamid não é um califa do antigo typo, embrutecido pelo uso

de tres mil mulheres,--mas, segundo a expressão do principe de Bismarck,

«um dos espiritos mais finos da Europa». Ora, o principe de Bismarck é

um entendedor; ainda que, a meu vêr, duas cousas estragam esta famosa

finura: primeira o ser excessiva, de modo que Abdul-Hamid, a maior parte

das vezes, tropeça e fica enredado na engenhosa complicação dos seus

proprios fios; depois o estar ao serviço, não de idéas praticas, mas de

fantasias mysticas, como a que se lhe attribue de renovar, na ordem

espiritual e em seu proveito, o imperio prophetico de Mahomet.

Emfim, instado pela Europa a intervir no Egypto, e não querendo que a

Europa interviesse, porque isso seria a perda do seu pingue tributo

annual, o Sultão decidiu-se a enviar Dervich-Pachá, uma velha raposa

podre de manhas, com a missão de fazer reentrar Arabi no aprisco dos

humildes. Mas apenas Dervich-Pachá começava esta operação, eis que o

Sultão inquieto, vendo Arabi e o scherif de Meca de mãos dadas sobre o

tumulo do Propheta, remette a Arabi a grande ordem do Medjidieh, a mais

nobre condecoração turca, o favor supremo que póde cahir das mãos do

califa, acompanhada de uma florida carta de amizade e d'uma esplendida

placa de diamantes.

Isto tudo dá a medida da confusão do Grão-Turco.

Arabi, assim glorificado pelo califa, resplandeceu aos olhos do mundo

mussulmano com um prestigio maior; Dervich-Pachá, um instante aturdido,

redobrou de duplicidade:--e foi então entre Dervich, e Arabi, e o

Khediva, e o Sultão, e as potencias, e os consules, e os pachás, e os

coroneis, uma intriga tão emaranhada que eu prefiriria fazer-lhes um

resumo lucido dos vinte e cinco volumes das _Façanhas de Rocambole_, do

que penetrar na espessura inextricavel d'este embroglio

turco-europeu--uma d'essas intrigas fastidiosas que devem enervar, fazer

chorar de séca e de fadiga a Providencia, se ella, como affirmam

philosophos que estão na sua intimidade, é obrigada a observar

minuciosamente todos os successos humanos! Quanto o homem com a sua

tolice deve, por vezes, fazer bocejar Deus!

Durante estes successos, emquanto a Europa chafurdava no atoleiro

diplomatico, as duas esquadras de França e de Inglaterra, lá continuavam

deante de Alexandria _manifestando_. Do romper do sol ao occaso,

immoveis nas aguas calmas, com as camisolas da marujada seccando nas

vergas, alli estavam _manifestando_...

Os officiaes repousavam de vez em quando d'esta rigida attitude de

_manifestação_ arranjando um _pic-nic_ em terra, indo fazer um _robber_

de _whist_ ao club inglez, ou organisando, sob as sombras dos jardins de

Ramleh, honestas partidas de _cricket_.

Cartas de Inglaterra · 第 23 / 33 题