XXXII

Ó vultos ideaes, fantasticos e bellos,

Que ás vezes revoaes nas salas deslumbrantes,

N'um grande mar de tulle, ethereas, fluctuantes.

Aos suspiros fataes dos meigos violoncellos;

Que bom que era sonhar nos pallidos castellos,

Á noite, á beira mar, nas solidões distantes,

Nos tempos em que a flôr dos timidos amantes

Á lua confiava os intimos anhelos!...

Agora sois gentis, despepticas, vistosas;

Pagaes por alto preço as exquisitas rosas;

Nos rapidos wagons correis o mundo em roda;

Mas prostradas do baile, amarrotando a luva,

Emquanto cae na rua a somnolenta chuva,

Scismaes no Deus-Milhão,--no Creador da moda!

A Alma Nova · 第 56 / 89 题