Branca Leda

Olhade, mulher de bem,

Dizem qu'em tempo de figos

Não ha hi nenhuns amigos,

Nem os busque então ninguem.

E diz o exemplo dioso,

Que bem passa de guloso

O que come o que não tem.

Muita agua ha em Boratem

E no poço do tinhoso.

(_Vai-se a João do Lumiar_)

Senhor João do Lumiar,

Lume da minha cegueira,

Esta era a verde pereira

Em que vos eu via estar.

Fiae-me um gentar de vinho,

E pagar-vos-hei em linho,

Que ja minha lã não presta:

Tenho mandada hua besta

Por elle a antre Douro e Minho.

Pranto de Maria Parda Porque vio as ruas de Lisboa com tão poucos ramos nas tavernas, e o vinho tão caro e ella não podia passar sem elle · 第 12 / 16 题