Olhade, mulher de bem,
Dizem qu'em tempo de figos
Não ha hi nenhuns amigos,
Nem os busque então ninguem.
E diz o exemplo dioso,
Que bem passa de guloso
O que come o que não tem.
Muita agua ha em Boratem
E no poço do tinhoso.
(_Vai-se a João do Lumiar_)
Senhor João do Lumiar,
Lume da minha cegueira,
Esta era a verde pereira
Em que vos eu via estar.
Fiae-me um gentar de vinho,
E pagar-vos-hei em linho,
Que ja minha lã não presta:
Tenho mandada hua besta
Por elle a antre Douro e Minho.