VII

A existencia de Pélagué decorria em singular socego que por vezes

a surpreendia. Tinha o filho na cadeia, sabia que o esperava duro

castigo; de cada vez que n’isso pensava, apresentavam-se-lhe, mau grado

seu, á memoria as imagens de André, de Fédia e d’outros,--toda uma

larga série de caras conhecidas.

Resumindo para si todos os que da sua sorte compartilhavam, a figura

de Pavel avantajava-se aos olhos de Pélagué e quando pensava no filho,

os seus pensamentos alastravam, dirigiam-se para todos os lados, sem

que ella desse por tal. Era uma dispersão em mil lampejos desiguaes que

tudo interessavam, que tudo pretendia e tudo reuniam em um mesmo quadro

e assim impediam a mãe de se concentrar no desgosto que experimentava

por não ter Pavel junto, de si e no terror que lhe inspirava a sorte do

filho.

Pouco depois partiu Sofia. Cinco dias mais tarde, voltava ella

desenvolta e alegre, para desaparecer de novo algumas horas passadas.

Então só a tornou a vêr ao fim de quinze dias.

Dir-se-ia percorrer a existencia em circulos cada vez maiores. Vinham

assim de vez em quando a casa do irmão para lhe encher a casa de

valorosa decisão e de musica.

Tornára-se agradavel a musica a Pélagué, quasi indispensavel mesmo.

Sentia-a correr-lhe no peito, penetrar-lhe no coração, fazendo brotar

catadupas de pensamentos rápidos e intensivos, e desabrochar expressões

suaves e bellas, suggeridas pela força das melodias.

Difficilmente se resignava, porém, ao desleixo de Sofia, que atirava

para todos os cantos os objectos que lhe pertenciam, e as pontas e a

cinza dos cigarros; mais lhe custava a habituar-se á sua maneira de

falar tão decidida. Era por demais flagrante o contraste com a pesada

tranquilidade de Nicolao, com a gravidade benevola e constante das

suas palavas. Ao entendimento de Pélagué, Sofia não passava d’uma

rapariguita com vontade de passar por pessôa de juizo e que olhava

ainda para as pessôas como para brinquedos engraçados. Falava muito

da santidade do trabalho e augmentava nesciamente a tarefa da pobre

mulher com o seu desmazelo; discorria sobre a liberdade e, comtudo,

era visivel incommodo que a todos proporcionava com a sua irritavel

impaciencia, com as suas incessantes discussões e o seu proposito de

se collocar acima dos outros. Muitas contradicções se davam n’ella;

Pélagué tratava-a com prudencia constante, mas sem o sentimento

caloroso que nutria por Nicolao.

Sempre meticuloso, este levava dia por dia a mesma vida monotona

e regrada; almoçava ás oito horas, lia o seu jornal em voz alta,

commentando as noticias mais importantes. Pélagué descobria n’elle

affinidades de caracter com André. Como acontecia com o russo-menor,

o seu hospedeiro nunca falava dos homens com rancor; considerava-os

a todos culpados da má organisação da existencia. Mas a fé n’uma

vida nova não era n’elle tão fervorosa como em André, nem mesmo tão

idealmente luminosa. Tinha um modo de falar pausado, uma voz de

juiz integerrimo e rigoroso; até quando fazia qualquer narrativa de

horrores, esboçava sempre um sorriso compassivo; mas nos olhos tinha um

clarão sinistro. Quando reparava n’aquelle olhar, Pélagué compreendia

que não era homem para perdoar; e, sentindo quão mortificadora se lhe

devia tornar tal severidade, tinha pena d’elle. E affeiçoava-se-lhe

cada vez mais.

Ás nove horas, ia elle para a repartição; a velha arranjava os quartos,

preparava o jantar, lavava-se, mudava de vestuario; depois, sentava-se

no quarto e punha-se a vêr as estampas dos livros. Applicando toda

a sua attenção, ainda podia ler um bocado; mas, ao cabo d’algumas

páginas, ficava cansada e perdia o sentido ao que lia. Em compensação,

as gravuras distraíam-na muito, qual a uma criança: desenrolavam-lhe

diante da vista um mundo novo, maravilhoso, compreensivel, no emtanto,

e quasi tangivel. Via cidades immensas com magnificos edificios,

máquinas, navios, monumentos, riquezas incalculaveis amontoadas pelos

homens, a par das criações da natureza, n’uma diversidade que a

confundia.

Alargava-se a vida até o infinito, patenteando-lhe em cada dia coisas

colossaes, desconhecidas, portentosas; e pela abundancia das suas

riquezas, o variegado das suas bellezas, exaltava mais e mais aquella

alma sedenta que despertava. Gostava ella principalmente de folhear

um livro de zoologia; e bem que tal obra estivesse escripta em lingua

estrangeira, eram as suas illustrações as que mais nítida representação

lhe davam da riqueza, da belleza e da immensidade da terra.

--Como a terra é grande! disse um dia a Nicolao.

--É; e apesar d’isso a humanidade vive apertada...

O que sobretudo a enternecia eram os insectos, particularmente as

borboletas; percorria, surpreza, os desenhos que as representavam e

dizia:

--Que belleza! não é verdade, Nicolao? Quantas d’estas perfeições

existem por toda a parte! Mas vivem occultas aos nossos olhos, passam

ao nosso alcance sem repararmos n’ellas. Cada qual corre á sua vida,

nada sabe, nada admira, porque não ha tempo nem vontade para isso.

Quanto prazer poderiamos disfructar, se todos soubessem como a terra

é rica e que de coisas admiraveis ella encerra! E é tudo para todos e

cada um para tudo... não é assim?

--Sim, com effeito... respondia Nicolao, sorrindo. E trazia-lhe mais

livros.

Á noite, havia visitas muitas vezes; entre ellas, Aleixo Vassilief,

um bello homem de rosto claro, barba preta, taciturno e grave; Romão

Pétrof, este de cara redonda e avermelhada, que fazia constantemente

estalar os beiços n’um gesto de lastima; Ivan Danilof, baixo e magro,

barba em bico, e uma vozinha fina, agressiva, berrante e acerada como

um estilete; Iégor, que de tudo gracejava, de si, dos companheiros e da

doença que o ia minando. A meude, vinha gente que Pélagué não conhecia,

de povoações distantes e tinham longas conferencias com Nicolau, sempre

sobre o mesmo assunto: a liberdade e os operarios de todas as nações.

Discutiam acaloradamente, gesticulavam com força, bebia-se muito chá.

Ao ruído da vozearia, Nicolao compunha ás vezes umas proclamações que

passava a lêr aos consocios e ali mesmo eram copiadas em caracteres

d’imprensa. Ella recolhia cuidadosamente os fragmentos dos rascunhos e

queimava-os.

Emquanto ia servindo o chá, admirava ella o ardor com que os

companheiros falavam da vida e da sorte do operário e do campónio,

da maneira mais vantajosa e rápida de semear entre o proletariado a

idéa da verdade e da liberdade, educando-lhe o espirito. Muitas vezes,

divergiam as opiniões, zangavam-se, accusavam-se uns aos outros,

injuriavam-se, mas logo voltavam a discutir.

Mas ella sentia bem que conhecia melhor do que todos aquelles

palradores, a vida do operario; que avaliava com mais nitidez a

enormidade da tarefa que elles se propunham, o que lhe permittia tratar

os visitantes com a condescendencia um tanto melancólica d’uma pessôa

de idade madura a ver crianças a brincarem de marido e mulher sem

compreenderem o lado trágico da situação.

Mau grado seu, comparava-lhes os discursos com os de seu filho, com os

de André, e percebia agora differenças que d’antes não podia avaliar.

Gritava-se mais ali do que lá no sitio, ao que lhe parecia. E concluia:

--É que sabem mais, falam mais de rijo...

A maior parte das vezes, porém, notava ella que todos aquelles homens

parecia que se exaltavam de proposito uns aos outros, que eram

ficticias as suas exaltações; cada qual pretendia demonstrar aos

collegas que andava mais perto da verdade do que elles e que mais

presava esta verdade do que qualquer d’elles. Os outros vexavam-se e, a

seu turno, para provarem como conheciam bem tal verdade, questionavam

com desabrimento e rudeza. Cada qual, tudo era querer subir mais alto

do que os mais e isto causava-lhe pungente tristeza. Agitava então os

supercilios, divagando pela assistencia olhares de súpplica, e pensava:

«Já se esqueceram do Pavel e dos companheiros!... Já não pensam

n’elles.»

Escutava sempre attenta as discussões, que, naturalmente não

compreendia; procurava descobrir os sentimentos sob aquelle fluxo de

palavras. Percebeu então que nas reuniões do seu bairro, quando se

falava do bem, todos o acceitavam integro e completo, ao passo que

ali, tudo se fragmentava, tudo se dividia; além, os sentimentos tinham

mais força e convicção; aqui, era o domínio das idéas radicaes que

retalhavam tudo em bocados. Aqui, falava-se mais da destruição do velho

mundo; além, sonhava-se um mundo novo, e era por isso que os discursos

do seu filho e de André lhe eram mais compreensiveis, mais ao seu

alcance.

Surdo descontentamento para com os homens se lhe introduzia

furtivamente no coração, trazendo-a inquieta; nascia n’ella a

desconfiança, sentia desejos de compreender tudo, e o mais depressa

possivel, para falar tambem do mundo com palavras dictadas pela sua

alma.

Notava igualmente Pélagué, quando vinha algum companheiro operario,

que Nicolao o recebia com uma semceremonia singular; dava ao rosto uma

expressão de bonhomia e falava por maneira diversa do costume, se não

com mais grosseria, pelo menos com maior liberdade.

--É que faz o possivel para descer ao nivel d’elles, pensava.

Mas esta razão não a satisfazia, pois que o operario claramente se

sentia constrangido, com a intelligencia como que oppressa, e não

chegava a expressar-se tão simples e livremente como com ella, por

exemplo, mulher da sua condição. Um dia, n’um momento em que Nicolao se

ausentára da sala, perguntou a um d’elles:

--Porque estás tu tão contrafeito? Olha que não és um menino a fazer

exame.

O homem abriu-se n’um franco sorriso.

--É a falta de habito... Assim como assim... não é cá da nossa classe!

E ficou-se cabisbaixo.

--Não quer dizer nada, replicou ella. Pois se elle é tão boa pessoa...

O operario volveu para ella o olhar, sorriram um para o outro e nada

acrescentaram.

Ás vezes, apparecia por lá Sachenka.

Nunca se demorava, falava sempre apressadamente, sem se rir. E quando

se retirava, perguntava invariavelmente a Pélagué:

--Como está o Pavel? Passa bem?

--Sim, senhora; graças a Deus! Está bom, bem disposto.

--Cumprimentos da minha parte! concluia a rapariga, e desapparecia.

Umas vezes por outras, queixava-se-lhe a pobre mãe por conservarem

preso o Pavel tanto tempo, sem se fixar data para o julgamento.

Sachenka calava-se, frazindo o sobrolho; tremiam-lhe os labios e os

dedos agitavam-se-lhe nervosamente.

A mãe de Pavel tinha impetos de lhe dizer:

--Minha querida, eu sei que o amava... sim, bem o sei!

Mas não se atrevia: os ares serios da rapariga, a sua bocca franzida,

a recusa do seu falar pareciam repudiar de antemão qualquer meiguice.

Limitava-se a sorrir e a apertar a mão que lhe estendiam, dizendo

comsigo:

«Pobre pequena!...»

Um dia, appareceu-lhe Natacha. Muito satisfeita com vêr que Pélagué a

beijava affectuosamente, annunciou-lhe, em voz sumida, e entre outras

coisas:

--Morreu minha mãe... morreu, a minha pobre mamã!

E, limpando os olhos, em rapido gesto:

--Que pena tenho!... Ainda não tinha feito cincoenta annos... Podia

viver muito mais tempo. Mas, quando penso em tudo o que vejo, chego a

pensar que a morte lhe ha de ser mais leve do que a vida! Vivia sempre

só, estranha a todos; não era precisa a ninguem; meu pae tinha-a feito

timida com os seus continuos ralhos... Pode-se por ventura dizer que

era viver aquillo? Só vive quem espera alguma coisa bôa; mas ella, ella

nada tinha a esperar, a não ser os maus tratos!

--É bem certo o que diz, Natacha! declarou a outra depois de reflectir.

Para viver é preciso que se espere alguma coisa. Nada esperar é viver?

Affagou com mimo a mão da rapariga e perguntou-lhe:

--E agora, vive sósinha?

--Vivo, respondeu Natacha.

Calou-se Pélagué um instante; depois, concluiu com um sorriso:

--Que importa! Quando se tem uma alma bôa, nunca se está só, sempre se

está acompanhada... Natacha foi residir, na qualidade de professora,

para um districto onde havia uma fabrica de fiação. Pélagué ia de vez

em quando levar-lhe livros proíbidos, proclamações, jornaes. Estava já

encartada n’este officio. Varias vezes em cada mez, vestida de irmã da

caridade, de vendedeira de rendas ou de retrozaria, de burgueza ricaça

ou de peregrina, lá se ia pela provincia fóra, a pé, de caminho de

ferro, n’uma carroça, alforge ao hombro ou de mala na mão. Nos hoteis

ou nas estalagens, nos vapores, assim como nos comboios, a sua attitude

era sempre calma e simples; com os desconhecidos, era a primeira a

dirigir-lhes a palavra, e captava irresistiveis simpatias com o seu

falar afavel, a sua tranquilidade de mulher que muito viu e aprendeu.

Agradava-lhe conversar com os infelizes e informar-se das suas opiniões

sobre o mundo, dos seus infortunios e perplexidades. Enchia-se-lhe

o coração de alegria sempre que observava n’estes interlocutores

aquelle vivo descontentamento que, embora proteste contra os golpes

da adversidade, ardentemente busca solução para os grandes problemas

da humanidade. Mais vasto sempre e mais variado, desenrolava-se aos

seus olhos o panorama da vida com todas as suas luctas. Em tudo e por

toda a parte ella encontrava a tendencia cínica do homem para enganar

o homem, para roubal-o, para tirar d’elle o maior proveito possivel. E

tambem via a abundancia por toda a terra, ao passo que o povo jazia na

miseria, vegetando a bem dizer esfomeado, no meio das incommensuraveis

riquezas.

Das cidades, via os templos a abarrotar d’oiro e prata inuteis a Deus,

emquanto fóra, nos adros, os necessitados tiritavam na vã espectativa

d’uma esmola que não vinha. Aquelle espectaculo era-lhe já conhecido:

as igrejas opulentas, as vestes bordadas dos padres, as mansardas

dos pobres e os seus ascorosos farrapos; mas n’esse tempo tudo lhe

parecia natural, pois que no presente considerava tal estado de coisas

offensivo para os pobres, aos quaes, ella bem o sabia, a religião é

mais necessaria que aos ricos.

Mercê das imagens de Jesus, das narrativas que ouvira, Pélagué sabia

que Elle era um amigo para os miseraveis, que Elle se vestia sem

ostentação; e nas igrejas, onde os pobres vinham a Elle para serem

consolados, ia encontral-O opprimido em arrebiques d’oiro e de sedas,

desdenhosamente insolentes em face de tanta privação.

E as palavras de Rybine voltavam-lhe á memoria:

--Até de Deus se serviram para nos ludibriarem! Disfarçaram-no com

embustes e calumnias para nos assassinarem a alma...

Sem que desse por tal, Pélagué rezava agora menos, mas pensava mais em

Jesus, nas creaturas que não falavam d’Elle que nem mesmo o conheciam,

segundo parecia, mas que viviam segundo o Seu evangelho e, como Elle,

consideravam a terra o reino dos pobres, queriam distribuir em partes

iguaes entre os homens todas as riquezas. Reflectia muito em todas

estas coisas, aprofundando-as, comparando-as com tudo o que via, e

estes pensamentos tomavam corpo, revestiam a fórma luminosa de oração,

derramando uma claridade igual na escuridão do mundo, na vida e na

humanidade. E afigurava-se á bôa mulher que o proprio Christo, a quem

sempre venerára com vago amôr, com um sentimento complexo em que o medo

se alliava estreitamente á esperança, á ternura e á dôr, que o proprio

Christo se approximava mais d’ella, que se transformára, que lhe era

mais visivel, n’uma serenidade mais satisfeita. Agora, via os seus

olhos sorrirem-lhe tranquillos com uma viva claridade interior, como se

tivesse verdadeiramente ressuscitado, lavado e reanimado pelo sangue

candente que por Seu amor generosamente derramam aquelles que teem a

sabedoria de nunca O nomear. D’estas viagens voltava, portanto, feliz e

animada, porque muito vira e ouvira, e satisfeita com a missão cumprida.

--É agradavel jornadear para um lado e outro e vêr tantas coisas, disse

ella uma noite a Nicolao. Fica a gente percebendo como esta vida está

arranjada. O povo é escorraçado, atirado á margem, refervendo na sua

humilhação e perguntando a si mesmo: «Porque me põem de parte? Porque

tenho fome, quando ha de tudo em abundancia? Porque sou eu estupido,

ignorante, quando ha tanta intelligencia por toda a parte? E onde está

Elle, esse Deus de misericordia, para o qual não ha ricos nem pobres, e

de quem todos são bem amados?» Pouco a pouco, o povo revolta-se contra

a sua existencia; o povo sente que ha de aniquilal-o a injustiça, se

não tratar do seu bem estar.

E experimentava, cada vez com mais frequencia, a necessidade de falar,

ella mesma, na linguagem que era a sua, das injustiças da vida; e, por

vezes, era-lhe difficil resistir...

Quando a encontrava a folhear os desenhos, Nicolao contava-lhe coisas

surpreendentes. Impressionava-a a audacia dos problemas que o homem se

propunha; perguntava, incredula:

--Pois isso é possivel?

E Nicolao descrevia-lhe um futuro de sonho, com uma confiança

inabalavel nas suas profecias.

--Os desejos do homem não conhecem limite, a sua força é inesgottavel!

affirmava elle. Comtudo, o mundo só muito lentamente se enriquece em

dons do espirito, pois que, para serem independentes, os homens são

obrigados a juntar dinheiro, e não sciencia. Quando tiverem banido a

avidez, libertar-se-ão da escravatura do trabalho obrigatorio.

Pélagué era raro que compreendesse o sentido das palavras de Nicolao,

no emtanto, pungia sensivelmente a fé tranquilla que as dictava.

--Ha muito poucos homens livres n’esta terra; é o que faz o infortúnio

da humanidade! dizia elle.

Com effeito, Pélagué conhecia pessôas que se haviam libertado dos

rancores e da cubiça; e pensava que se o número d’essas pessôas

avolumasse, o rosto sombrio e horrivel da existencia havia de tornar-se

mais benevolo e simples, melhor e mais luminoso.

--O homem é obrigado a ser cruel contra sua vontade! dizia tristemente

Nicolao.

Ella acquiescia com um aceno de cabeça e lembrava-se do russo-menor.

A Mãe · 第 42 / 66 题