_A Ladislau Patricio_
Os olhos do sabio estão na sua cabeça: o insensato anda em trevas:
e aprendi que era uma e mesma a morte dum e doutro.
(_Capit. II, v. 14_)
O sabio tem os olhos da razão
Além desses que tu na fronte levas,
Oh nescio que sem guia e sem bordão
Vaes pela vida a caminhar nas trevas...
(_E d'ahi? E depois?
Se surge um incidente,
Fere indistinctamente
Ou ambos elles, ou qualquer dos dois_...)
V
_A Adelaide Gil, minha irmã_
Todas as coisas caminham a um logar: de terra foram feitas e em
terra se hão de tornar do mesmo modo.
(_Capit. III, v. 3_).
Mas o que é, afinal, a perfeição?
Como é que tudo, oh sabios, evolue
_Se as coisas todas caminhando vão
Para um egual e unico logar,
Se o pó que as constitue
Em pó se hade tornar_?