XXXVIII

Eu foder putas?.. Nunca mais, caralho!

Has de jurar-m'o aqui, sobre estas Horas;

E vamos, vamos já!… Porém tu choras?

«Não senhor (me diz elle) eu não, não ralho:»

Batendo sobre as Horas como um malho,

«Juro (diz elle) só foder senhoras,

Das que abrem por amor as tentadoras

Pernas áquillo, que arde mais que o alho.»

Co'a força do jurar esfolheando

O sacro livro foi, e a ardente sede

O fez em mar de ranho ir soluçando....

Ah! que fizeste?.. O ceo teus passos mede!

Anda, heretico filho miserando,

Levanta o dedo a Deus, perdão lhe pede!

Poesias Eroticas, Burlescas, e Satyricas de M.M. de Barbosa du Bocage não comprehendidas na edição que das obras d'este poeta se publicou em Lisboa, no anno de MDCCCLIII. · 第 133 / 208 题