XXVIII

Uma noute o Scopezzi mui contente

(Depois de borrifar a sacra espada

Que traz da rubra fita pendurada

Com cuspo, e vinho, que vomita quente:)

Conversava co'a esposa em voz tremente

Sobre a grande ventura inesperada

De ser a sua Placida adorada

Por um Marquez tão rico, e tão potente;

A velha lhe replica: «Isso é verdade;

Em quanto moça fôr, nunca o dinheiro

Faltará n'esta casa em quantidade.

«Mas tu sempre és o tafulão primeiro;

Pois tendo cabrão sido n'outra edade,

És agora o maior alcoviteiro!»

(D.)

Poesias Eroticas, Burlescas, e Satyricas de M.M. de Barbosa du Bocage não comprehendidas na edição que das obras d'este poeta se publicou em Lisboa, no anno de MDCCCLIII. · 第 123 / 208 题