N'um capote embrulhado, ao pé de Armia,
Que tinha perto a mãe o chá fazendo,
Na linda mão lhe fui (oh ceos!) mettendo
O meu caralho, que de amor fervia:
Entre o susto, entre o pejo a moça ardia:
E eu solapado os beiços remordendo,
Pela fisga da saia a mão crescendo
A chamada sacana lhe fazia:
Entra a vir-se a menina… Ah! que vergonha!
«Que tens? — lhe diz a mãe sobresaltada:
Não pode ella encobrir na mão langonha:
Suffocada ficou, a mãe corada;
Finda a partida, e mais do que medonha
Á noute começou da bofetada.
V
No canto de um venal salão de dança,
Ao som de uma rebeca desgrudada,
Olhos em alvo, a porra arrebitada,
Bocage, o folgazão, rostia o França:
Este, com mogigangas de creança,
Com a mão pelos evos encrespada,
Brandia sobre a roxa fronte alçada
Do assanhado porraz, que quer lambança:
Veterana se faz a mão bisonha;
Tanto a tempo menêa, e súa o bicho,
Que em Bocage o tezão vence a vergonha:
Quiz vir-se por luxuria, ou por capricho;
Mas em vez de acudir-lhe alva langonha
Rebenta-lhe do cú merdoso esguicho.