XII

«Ha quem fuja de carne, ha quem não morra

Por tão bello, e dulcissimo trabalho?

Ha quem tenha outra idéa, ha quem discorra

Em cousa, que não seja de mangalho?

Tudo entre as mãos se me converte em porra,

Quanto vejo transforme-se em caralho:

Porra, e mais porra no verão, e no hynverno,

Porra até nas profundas do inferno!…

Poesias Eroticas, Burlescas, e Satyricas de M.M. de Barbosa du Bocage não comprehendidas na edição que das obras d'este poeta se publicou em Lisboa, no anno de MDCCCLIII. · 第 53 / 208 题