IX

Levanta a tromba o rispido elephante,

A tromba, costumada a taes batalhas,

E apontando ao buraco palpitante,

Bate ali qual ariete nas muralhas:

Ella enganchando as pernas delirante,

«Meu negrinho (lhe diz) quão bem trabalhas!

Não ha porra melhor em todo o mundo!

Mette mais, mette mais que não tem fundo.

X

«Ah! se eu soubera (continúa o couro

Em torrentes de semen já nadando)

Se eu soubera que havia este thesouro

Ha que tempos me estava regalando!

Nem fidalguia, nem poder, nem ouro

Meu duro coração faria brando;

Lavára o cú, lavára o passarinho,

Mas só para foder c'o meu negrinho.

Poesias Eroticas, Burlescas, e Satyricas de M.M. de Barbosa du Bocage não comprehendidas na edição que das obras d'este poeta se publicou em Lisboa, no anno de MDCCCLIII. · 第 51 / 208 题