CANTO UNICO.

I

Canto a belleza, canto a putaria

De um corpo tão gentil, como profano;

Corpo, que, a ser preciso, engoliria

Pelo vaso os martellos de Vulcano:

Corpo vil, que trabalha mais n'um dia

Do que Martinho trabalhou n'um anno;

E que atura as chumbadas, e pelouros

De cafres, brancos, maratás, e mouros.

Poesias Eroticas, Burlescas, e Satyricas de M.M. de Barbosa du Bocage não comprehendidas na edição que das obras d'este poeta se publicou em Lisboa, no anno de MDCCCLIII. · 第 44 / 208 题