IX

Tendo o cono patente no sentido

Na barriga o tezão lhe dava murros;

E de activa luxuria enfurecido

Espalhava o caxorro afflictos urros:

Co'a lembrança do vaso appetecido

O nariz encrespava, como os burros;

Até que, em vão berrando pelo cono,

De todo se entregou nas mãos do somno.

X

Já, roncando, os visinhos acordava

O lascivo animal, que representa

C'o motim pavoroso, que formava,

Trovão fero no ar, no mar tormenta:

Com alternados couces espancava

Da pobre cama a roupa fedorenta,

Que pulgas esfaimadas habitavam,

E de mil cagadelas matizavam.

Poesias Eroticas, Burlescas, e Satyricas de M.M. de Barbosa du Bocage não comprehendidas na edição que das obras d'este poeta se publicou em Lisboa, no anno de MDCCCLIII. · 第 17 / 208 题