An|da|va um di|a
Em pe|que|ni|no
Nos a|rre|do|res
De Na|za|ré,
Em com|pa|nhi|a
De São Jo|sé
O Deus-Me|ni|no,
O Bom-Je|sús.
Eis se|não quan|do
Vê num sil|va|do
An|dar pi|an|do
A|rri|pi|a|do
E es|vo|a|çan|do
Um rou|xi|nol,
Que u|ma ser|pen|te
De o|lhar de luz
Res|plan|de|cen|te
Co|mo a do sol,
E pe|ne|tran|te,
Co|mo di|a|man|te,
Ti|nha a|ttra|hi|do,
Ti|nha en|can|ta|do.
Je|sús, do|í|do
Do des|gra|ça|do
Do pa|ssa|ri|nho,
Sai do ca|mi|nho,
Co|rre a|pre|ssa|do,
Que|bra o en|can|to;
Fo|ge a ser|pen|te;
E de re|pen|te
O po|bre|si|nho,
Sal|vo e con|ten|te,
Rom|pe num can|to
Tão re|que|bra|do,
Ou an|tes pran|to
Tão so|lu|ça|do,
Tão re|pa|ssa|do
De gra|ti|dão,
Du|ma a|le|gri|a,
U|ma ex|pan|são,
U|ma ve|he|men|cia,
U|ma ex|pre|ssão,
U|ma ca|den|cia,
Que co|mmo|vi|a
O co|ra|ção!
Je|sús ca|mi|nha,
No seu pa|ssei|o;
E a a|ve|si|nha
Con|ti|nu|an|do
No seu gor|gei|o,
Em quan|to o vi|a:
De vez em quan|do
Lá lhe pa|ssa|va
Á di|an|tei|ra,
E mal pou|sa|va
Não a|frou|xa|va
Nem re|pe|ti|a,
Que re|do|bra|va
De me|lo|di|a!
A|ssim foi in|do
E o foi se|guin|do.
De tal ma|nei|ra
Que noi|te e di|a
Nu|ma pal|mei|ra,
Que ha|vi|a per|t|o
Don|de mo|ra|va
No|sso Se|nhor
Em pe|que|ni|no,
(E|ra já cer|to|)
E|lla lá es|ta|va
A po|bre a|ve
Can|tan|do o hym|no
Ter|no e su|a|ve
Do seu a|mor
Ao Sal|va|dor!