A Q. M. Q.

Fica-te em paz! não póde a mão do homem

Partir o seio á arveloa queixosa,

Quando o canto soltou, e a voz chorosa

Ergueu la contra as magoas que a consomem.

Respeito o teu sacrario: embora tomem

Por orgulho o respeito; eu colho a rosa

Mas não a flor modesta e melindrosa,

Que se oculta entre as mais... e que as mais somem.

Mais que amor tenho crença: essa existencia

Pede-me um culto por que dera a vida,

Por que dou esta dor, que aqui se encerra.

Mulher! mulher! de que valêra a essencia,

A essencia pura, a uma alma que é descrida?...

Fica-te em paz: fique eu com minha guerra!

Sonetos de Anthero · 第 34 / 39 题