Renasço, amigos, vivo! Ha pouco ainda
Disse ao viver «_afunde-te no nada!_»
E já, bem vedes, surjo á luz dourada
--No labio o rir, no peito esprança infinda--
Ah, flor da vida! flor viçosa e linda!
Envolto na mortalha regelada
Do _só_ pensar--perdão!--foste olvida...
Flor do sentir e crer e amar... bem vinda!
A vida! como a sinto, ardente, imensa!
Não unica! tomando a imensidade!
Livre! perante Deus surgindo forte!
Que amor! que luz! que pira, vasta, intensa!
Plenitude! armonia! realidade!
Mas melhor que tudo isto é sempre a morte.