A M. C.

Poz-te Deus sobre a fronte a mão podrosa!

O que fada o poeta e o soldado

Pousou em ti o olhar d'amor veládo

E disse-te! «_mulher, vai! sê formosa._»

E tú, descendo na onda armoniosa,

Pousaste n'este solo angustiado

--Estrela envolta n'um clarão sagrado,

Do teu olhar d'amor na luz radiosa--

Ah!... quem sou eu, para poder mercer-te?

Deu-te o Senhor, mulher! o que é vedado,

Anjo! deu-te o Senhor um mundo á parte.

E a mim, a quem deu olhos para ver-te,

Sem poder mais... ca mim o que me ha dado?

Voz pra cantar, uma alma para amar-te!

Sonetos de Anthero · 第 21 / 39 题