Poz-te Deus sobre a fronte a mão podrosa!
O que fada o poeta e o soldado
Pousou em ti o olhar d'amor veládo
E disse-te! «_mulher, vai! sê formosa._»
E tú, descendo na onda armoniosa,
Pousaste n'este solo angustiado
--Estrela envolta n'um clarão sagrado,
Do teu olhar d'amor na luz radiosa--
Ah!... quem sou eu, para poder mercer-te?
Deu-te o Senhor, mulher! o que é vedado,
Anjo! deu-te o Senhor um mundo á parte.
E a mim, a quem deu olhos para ver-te,
Sem poder mais... ca mim o que me ha dado?
Voz pra cantar, uma alma para amar-te!