I.

Ignoto Deo.

Que beleza mortal se te assemelha,

Ó sonhada visão d'esta alma ardente!

Que refletes em mim teu brilho ingente,

Lá como em mar d'anil o sol se espelha?

O mundo é grande! e esta ancia me aconcelha

A buscarte na terra: e eu, pobre crente,

Vou pelo mundo a ver o _Deus clemente_...

Mas a ára só lhe encontro... núa e velha.

Não é mortal o que eu em ti adoro.

Que és tu aqui? olhar de piadade,

Gota de mel em taça de venenos.

_Ah lagrima das lagrimas que choro!_

Ah sonho dos meus sonhos! Se és verdade,

Descobre-te, visão, no ceu ao menos!

Sonetos de Anthero · 第 11 / 39 题