Ignoto Deo.
Que beleza mortal se te assemelha,
Ó sonhada visão d'esta alma ardente!
Que refletes em mim teu brilho ingente,
Lá como em mar d'anil o sol se espelha?
O mundo é grande! e esta ancia me aconcelha
A buscarte na terra: e eu, pobre crente,
Vou pelo mundo a ver o _Deus clemente_...
Mas a ára só lhe encontro... núa e velha.
Não é mortal o que eu em ti adoro.
Que és tu aqui? olhar de piadade,
Gota de mel em taça de venenos.
_Ah lagrima das lagrimas que choro!_
Ah sonho dos meus sonhos! Se és verdade,
Descobre-te, visão, no ceu ao menos!