...... d'este lado do rio
...... o namorado,
E a moça dos olhos pretos
...... do outro lado.
Mas o rio era profundo,
Não se podiam juntar.
Nunca o sol encontra a lua.
Tal andava aquelle par.
............. flores
..... á agua iam dar;
........ os beijos
Ficavam todos no ar.
A moça ...............
Disse adeus ao namorado;
E foi ................
...... bandas do povoado.
Elle ficou amarello,
Como a vela d'um altar.
Mas se o rio ..........
Não se podiam juntar.
Anoiteceu..............
Por alli andou penando:
E por fim lançou-se ao rio,
E o rio ...............
.........................
.........................
Mas as flores foram prender-se
Nas suas mãos côr de cera.
Na margem do papel marcado, onde se viam ainda estes restos d'uma velha
cantiga, alguem escreveu estas notas desordenadas e extranhas:
I
Ó dôce cantiga dos namorados da beira do rio, tu és uma verdade sempre
nova! Ainda hoje o triste anda penando nas aguas escuras; e os teus
olhos, ó serena rapariga, são eternamente falsos!
Não era assim que eu pensava no tempo d'aquelles nossos amores, ó nome
que eu não escrevo! d'aquelles amores tão dôces como a suavidade das
nossas noites d'outomno--tão coloridos e vagos como aquellas nuvens,
que sempre no ar andavamos formando e desmanchando!