«A noite era clara; fiquei cerca de uma hora entre o mar e a sua casa.
A senhora aposto que...»
Quando Sophia pôde arrancar-se de todo á janella, o relogio de baixo
batia nove horas. Zangada, arrependida, jurou a si mesma, pela alma
da mãe, não pensar mais em semelhante episodio. Considerou que não
valia nada; o erro foi deixar que o rapaz chegasse ao fim dos seus
atrevimentos. Verdade é que, procedendo assim, evitou algum grande
escandalo, porque elle era capaz de a acompanhar até a cadeira e
dizer-lhe o resto ao pé de outras pessoas. E o resto repetia-se ainda
uma vez na memoria della, como um trecho musical teimoso, as mesmas
palavras, e a mesma voz: «A noite era clara; fiquei cerca de uma
hora...»