_Ignez, e seus filhos._
_Ign._ Debalde seductoras esperanças
Por mais tempo illudir-me já não podem.
O coração me augura que he chegado
De meus dias o termo desastroso.
Sim, proximos estais, queridos filhos,
A perder vossa Mãi... vinde a meus braços...
Em breve... ai triste!.. em breve hão de faltar-vos
Os maternaes, ternissimos affagos...
Para sempre vos deixo... para sempre...
Cruel separação!.. dor insoffrivel!..
Horrorosos momentos! Ceos!.. Nem posso;
Nem me atrevo... ai de mim! a ver meus filhos:
Quanto mais os contemplo, mais me afflijo...
De todo sinto já faltar-me o alento...
O coração rebenta... que anciedade!
Ah! parece que a morte... ella já chega...
A descarnada mão... que horror! Espera
Suspende, ó Morte... deixa que primeiro...
Meus filhos onde estão?.. Quero inda vê-los...
Crueis, não m'os roubeis... Antes que morra,
Ao menos huma vez quero abraça-los...
Quem se atreve a arranca-los de meu peito?..
Ah barbaros!.. Meu sangue... Esposo? Esposo?..
Onde estás, que não vens em meu soccorro!..
Mas em vão... Já he tarde... a sepultura...