Em 1836 propoz Castilho, na assemblêa geral da Sociedade dos Amigos das
Lettras, em Lisboa, se buscassem os ossos de Camões, e se lhes prestasse
homenagem nacional, solemne e publica, segundo o programma que
apresentou. Procurou os ossos, e achou-os, dirigindo uma Commissão
especial nomeada expressamente pela mesma Sociedade. A nova Commissão de
1854 discordou da argumentação de Castilho, e deu outros ossos como
sendo os do Epico. Entretanto Castilho conservou sempre a convicção de
que o seu raciocinio na busca era o verdadeiro.
Castilho tinha a maior ufania e satisfação em escutar á sua consciencia
dizer-lhe que em 1836 tinha elle procurado (e achado) na egreja de
Sant'Anna os restos mortaes de Camões. Sobre todo esse complicado
assumpto pode ler-se o que se trata detidamente nas _Memorias de
Castilho_, Livro III, no _Instituto de Coimbra_. Não fizeram caso dos
argumentos, e levaram para os Jeronymos uns ossos quaesquer. Consulte-se
o consciencioso livro do illustrado sr. Padre Sebastião de Almeida
Viegas _A verdade acerca dos ossos de Luiz de Camões_.