Não ha novidade nos enterros. Aquelle teve a circumstancia de percorrer
as ruas em estado de sitio. Bem pensado, a morte não é outra cousa
mais que uma cessação da liberdade de viver, cessação perpetua, ao
passo que o decreto daquelle dia valeu só por 72 horas. Ao cabo de 72
horas, todas as liberdades seriam restauradas, menos a de reviver. Quem
morreu, morreu. Era o caso de Flora; mas que crime teria commettido
aquella moça, além do de viver, e porventura o de amar, não se sabe a
quem, mas amar? Perdoai estas perguntas obscuras, que se não ajustam,
antes se contrariam. A razão é que não recordo este obito sem pena, e
ainda trago o enterro á vista...