Mui visivelmente falla-se aqui da lenda brasileira relativa a _Sumé_, o
legislador dos Tupys.
No curioso opusculo, que a respeito d’este personagem publicou o Sr.
Adolpho de Varnhagem, conta a sua chegada á Ilha do Maranhão, e como
desappareceo na occasião, em que se preparavam todos para sacrifical-o.
A palavra—_Maratá_—nos põe em embaraços, pois debalde a procuramos em
Ruiz de Montoya: é alteração da palavra _Mair_ ou _Maïr_, tantas vezes
empregada por Lery e Thevèt, para mostrar ou indicar um estrangeiro, ou
uma pessoa extraordinaria. Não podemos dar uma resposta satisfatoria. O
Sumé, que propaga a cultura da mandióca, é barbado.
Diz-se com razão ser personagem analoga a Manco Capac dos peruanos, e ao
Quetzalcoalt dos Azetecas, e ao Zamma da America Central. (Vide Adolpho
de Varnhagem, _Historia geral do Brasil_. T. 1º pag. 136, e _Sumé.
Lenda mytho-religiosa americana etc. agora traduzida por um Paulista de
Sorocaba_. Madrid, 1855, broch. in 8 de 39 pag.)