O guará (_Ibis rubra_, ou _Tantalus ruber_) desappareceo em parte de
varias localidades do littoral, onde costumava expandir sua brilhante
plumagem, sujeita, conforme a idade, a diversas modificações.
Na obra curiosa de Hans Staden, publicada na Allemanha em 1557, vê-se
qual é o papel, que representa esta ave na industria indigena.
Formavam os Tupinambás em tempo certo verdadeiras expedições para
procurar as pennas d’ellas, sempre raras, afim de servirem nas festas com
que as tribus se obsequiavam reciprocamente.
Em caso de necessidade eram substituidas por pennas de gallinhas, tinctas
com uma preparação vermelha de _Ibirapitanga_, ou pau-brasil.
Actualmente refugiou-se o guará nas margens, pouco frequentadas, do rio
de Sam Francisco, e principalmente nas desertas regiões do Rio Negro.
Ainda tambem encontram-se algumas na _lagoa dos patos_, e em _Guaratuba_.
(Vide _le second voyage d’Aug. St. Hilaire_. T. 2º, pag. 222.)