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Ivo d’Evreux não hesita com sua sinceridade habitual a formar um verbo

derivado da lingua indigena.

Desde as margens do Orenoco até as do Rio da Prata era o _Cauim_

preparado em grande quantidade.

Tinha o mesmo nome em toda a parte esta especie de cerveja, ou talvez

melhor de cidra, quer fosse preparada com milho mastigado pelas mulheres,

quer com mandióca cajú ou jabuticaba.

Encontramos este fabrico e nome até entre os Araucans. (Vide a importante

obra, do Chili, do Sr. Claudio Gay.)

A palavra _cauin_ atravessou espaços immensos, são os mesmos em toda a

parte os processos para o seu fabrico, o que prova estreito parentesco

entre os povos mais distantes, uns dos outros.

Hans Staden, Lery, Thevet tem apontado seos abusos, e chamamos a attenção

dos nossos leitores para as suas curiosas narrativas.

O que os nossos antigos viajantes chamavam _Cauinage_ era afinal uma

solemnidade, cujo sentido religioso não conhecemos.

Precediam ou succediam estas orgias ás grandes expedicções.

O «vinho da Europa» se chama hoje _Cauin Pyranga_, e a aguardente tão

fatal aos indios, _Cauin Tata_, «bebida de fogo.»

Viagem ao norte do Brazil feita nos annos 1613 a 1614, pelo Padre Ivo D'Evreux · 第 178 / 277 题