O Illm. Sr. Augusto José Marques.
Á vós, ó meo querido Pae, levanto, dedico e consagro este pequeno, porem
sincero monumento de minha saudade sempre viva, de meo extremecido amor,
de meo eterno reconhecimento, e de minha dôr pungente pela vossa ausencia
d’este Mundo.
Bem sei que Deos, querendo recompensar vossas virtudes, cêdo vos tirou do
seio dos que muito vos extremeciam; mas essa ideia póde sim consolar-me,
nunca porem mitigar as vivas saudades, que me pungem a alma.
Aceitae, ó meo bom Pae, estas flores que, ainda uma vez banhadas com
minhas lagrymas, espalho sobre vosso tumulo, a lá do Céo, onde vos
collocaram vossas virtudes e a Misericordia Divina, abençoae o vosso filho
Cezar.