I.

Tibio o sol entre as nuvens do occidente

Já lá se inclina ao mar. Grave e solemne

Vai a hora da tarde!--O oeste passa

Mudo nos troncos da lameda antiga,

Que já borbulha á voz da primavera:

O oeste passa mudo, e cruza a porta

Ponteaguda do templo, edificado

Por mãos rudes de avós, em monumento

De uma herança de fé, que nos legaram,

A nós seus netos, homens de alto esforço,

Que nos rimos da herança, e que insultamos

A cruz e o templo e a crença de outras eras:

Nós, homens fortes, servos de tyrannos,

Que sabemos tão bem rojar seus ferros

Sem nos queixar, menospresando a Patria

E a liberdade, e o combater por ella.

Eu não!--eu rujo escravo; eu creio e espero

No Deus das almas generosas, puras,

E os despotas maldigo.--Entendimento

_Bronco_, lançado em seculo fundido

Na servidão de goso ataviada,

Creio que Deus é Deus, e os homens livres!

A Harpa do Crente Tentativas poeticas pelo auctor da Voz do Propheta · 第 16 / 76 题