D. Gonçalo da Costa.

D. Gonçalo da Costa, filho segundo de D. Francisco da Costa e irmão de

D. Duarte da Costa, por morte de seu irmão teve a comenda de S. Vicente

da Beira; casou com sua prima D. Joana e, por morte desta mulher, casou

com D.ᵃ Francisca, filha de D. Pedro de Almeida, presidente da câmara de

Lisboa, de quem teve a D. Pedro da Costa.

Veio-lhe esta alcunha de ter aos cinco anos queimado o rosto com pólvora.

Pela deformidade que lhe sobreveio e por agradar a seu pai, fez-se padre,

mas sob condição de nunca dizer missa.

D. Pedro da Costa, filho segundo de D. Gonçalo da Costa, comendador de S.

Vicente da Beira, e de sua mulher D. Francisca Coutinho, herdou a casa de

seu pai e foi armeiro-mor. Casou com D.ᵃ Violante Henriques, que foi dama

do palácio, filha de D. Francisco de Noronha e de D.ᵃ Maria de Azevedo, e

deste matrimónio teve a D. Maria de Noronha, que herdou a sua casa.

D. Maria de Noronha, filha herdeira de D. Pedro da Costa, armeiro-mor,

casou com D. Luís da Costa, que era filho de D. António da Costa, que era

bastardo de D. Álvaro da Costa «Queimado», deão da Guarda e, por este

casamento, foi também armeiro-mor, e teve deste matrimónio a D. António

Estevão da Costa e Sousa.

D. António Estevão da Costa e Sousa, filho de D. Luís da Costa,

armeiro-mor por sua mulher, herdou a casa de seu pai e ofício de sua mãe

e foi armeiro-mor, casou com D.ᵃ Madalena Luísa de Mendonça, filha de D.

António José de Melo, de quem teve a D. José da Costa e a D. António José

da Costa.

D. António José da Costa casou com D.ᵃ Antónia Rosa de Melo, foi servir

na Índia, e pereceu no naufrágio da fragata _Vencimento_ em 1748.

Destes nasceu D. José Francisco da Costa e Sousa, que foi armeiro-mor

pela morte de seu tio paterno D. José da Costa. Casou com D.ᵃ Maria José

de Sousa e Macedo, filha do primeiro visconde de Mesquitela. A este

sucedeu seu filho:

D. Luís da Costa e Sousa de Macedo, que casou com D.ᵃ Maria Inácia de

Saldanha Oliveira e Dão, filha dos primeiros condes de Rio Maior. Foi

elevado a conde de Mesquitela em 22 de janeiro de 1818 e a par do reino

em 1826. Deste matrimónio nasceram:

—D.ᵃ Maria Amália, a 10 de março de 1809;

—D.ᵃ Maria José, a 2 de março de 1811;

—D. João Afonso, a 11 de fevereiro de 1815;

—D. Luiz António, a 25 de outubro de 1816;

—D. Pedro, a 14 de maio de 1821;

—D. António, a 24 de novembro de 1824.

D. João Afonso da Costa e Sousa de Macedo e Albuquerque foi décimo

segundo armeiro-mor, segundo conde de Mesquitela e primeiro duque de

Albuquerque por carta de mercê de 1886. Não casou; faleceu sem sucessão

em 24 de setembro de 1890 e sucedeu-lhe seu irmão.

D. Luís António da Costa e Sousa de Macedo e Albuquerque, atual conde de

Mesquitela e senhor do morgado de Albuquerque em Azeitão.

Os títulos de que gozam estes Sousas de Macedo têm as seguintes datas:

Ofício de armeiro-mor, 27 janeiro de 1522;

Barão de Molingar e par de Inglaterra, 28 de junho de 1661;

Senhor de Mesquitela, 23 de dezembro de 1665;

Barão de Mesquitela, 27 setembro de 1666;

Visconde de Mesquitela, 28 de maio de 1754;

Conde de Mesquitela, 22 de janeiro de 1818;

Duque de Albuquerque, em 1886.

Inicios da Renascença em Portugal: Quinta e Palacio da Bacalhôa em Azeitão, monographia historico-artistica · 第 45 / 84 题